Para Ahmadinejad, conferência de paz nos EUA é 'armadilha'

Presidente iraniano diz que reunião representa um perigo para países árabes e só servirá a Israel

Efe,

22 de outubro de 2007 | 12h02

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, considerou que a conferência de paz do Oriente Médio, que os Estados Unidos organizarão ainda este ano, é uma "armadilha" para os países árabes e "só servirá aos sionistas", informou nesta segunda-feira, 22, a agência Irna.  "A entidade sionista (Israel) está à beira do abismo, e os inimigos tentam realizar essa conferência para salvá-la", disse o líder iraniano em reunião do Conselho de Ministros em Teerã. Ahmadinejad, cujo país não reconhece o Estado de Israel e considera que este e os EUA são seus principais inimigos, criticou mais uma vez a política de Washington no Oriente Médio e considerou que "aqueles que apóiam a entidade sionista não podem desempenhar nenhum papel de mediação na zona". Segundo o presidente iraniano, outro objetivo da conferência é "enfraquecer a resistência palestina", em referência aos grupos radicais palestinos - como o Hamas e a Jihad Islâmica -, apoiados por Teerã, e que os EUA consideram organizações terroristas. Vários países árabes, incluindo Egito e Arábia Saudita, expressaram seu ceticismo sobre o sucesso dessa conferência devido à inexistência de uma agenda clara, e exigiram que "trate as questões fundamentais" para resolver o conflito árabe-israelense. Os árabes exigem, principalmente, que a conferência leve em consideração a iniciativa de paz promovida pela Arábia Saudita, que oferece a Israel o reconhecimento de todos os membros da Liga Árabe em troca de sua retirada dos territórios árabes ocupados em 1967.

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