Para aliados, relatório sobre guerra não derrubará Olmert

Um relatório israelense a serdivulgado nesta quarta-feira deve criticar o governo de EhudOlmert por falhas na guerra de 2006 no Líbano, mas aliados doprimeiro-ministro dizem que ele não vai renunciar nem convocareleições antecipadas. "Eu lhes digo: não haverá eleições", disse o ministro dasFinanças, Ronnie Bar-On, colega de Olmert no partido centristaKadima. "O primeiro-ministro está resoluto nesta posição.Nenhuma campanha de pressão mudará isso." Uma comissão nomeada pelo governo para investigar a condutade Israel na guerra de 2006 contra a guerrilha xiita Hezbollahno Líbano deve divulgar seu relatório final às 18h (14h,horário de Brasília). As conclusões preliminares da chamada Comissão Winograd, emabril, foram altamente críticas a Olmert e seu gabinete. Orelatório final pode provocar novos apelos por sua renúncia. Pesquisa do Canal 10 da TV israelense mostrou que 58 porcento dos entrevistados querem a renúncia de Olmert, querecentemente perdeu aliados da sua fragmentada coalizão, masprometeu permanecer no cargo, corrigir falhas apontadas peloinquérito e levar adiante o processo de paz com os palestinos,retomado em novembro após sete anos de intervalo. A comissão não pode obrigar ninguém a renunciar, e não háno cenário político um candidato óbvio para substituir Olmert. A guerra do Líbano começou em julho de 2006, quandomilitantes do Hezbollah cruzaram a fronteira, capturaram doissoldados e mataram outros oito. Nos 34 dias de confrontos quese seguiram, morreram 1.200 libaneses (a maioria civis) e 157israelenses (a maioria soldados). O conflito terminou sem umvencedor claro. No relatório preliminar, a comissão acusava Olmert de nãoter tido "tino, responsabilidade e prudência" ao ir à guerra. O relatório final deve se concentrar nos últimos dias doconflito, quando Olmert ordenou um custoso ataque por terra,embora a Organização das Nações Unidas (ONU) já estivessemediando uma trégua. (Com reportagem de Avida Landau)

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