Para Bush, paz no Oriente Médio não depende de Olmert

Declaração acontece junto a rumores de renúncia de primeiro-ministro de Israel se for acusado de corrupção

Efe,

13 de maio de 2008 | 06h17

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse que o processo de paz no Oriente Médio não depende de um só homem, em referência aos temores de que o primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, renuncie se for acusado de corrupção. Segundo a edição desta terça-feira do diário Ha'aretz, durante um encontro com jornalistas israelenses na Casa Branca antes de partir para o Oriente Médio, Bush insistiu que as conversas de paz não envolvem apenas uma pessoa, tanto no caso de Olmert como no do presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas. O presidente dos Estados Unidos confia que Israel e a ANP possam "conseguir algo definido" antes do fim do ano, destaca o Ha'aretz. Bush indicou que gostaria de ver as duas partes chegando a um acordo sobre as fronteiras do futuro Estado palestino. Israelenses e palestinos se comprometeram na Conferência de Annapolis, organizada pelos EUA em novembro do ano passado, a retomar o diálogo de paz para conseguir um acordo definitivo antes do término do mandato de Bush, em janeiro do próximo ano. O presidente americano ofereceu palavras de apoio a Olmert, que é investigado sob suspeitas de corrupção. Bush disse que o premiê é um "homem honesto" e um "pensador estratégico" com quem é fácil conversar, além de qualificar suas relações com Olmert de "excelentes". Além disso, o governante americano indicou a ministra de Assuntos Exteriores de Israel, Tzipi Livni, e o titular da Defesa e líder trabalhista, Ehud Barak, como possíveis substitutos de Olmert. O chefe do Governo israelense é investigado pela Polícia sob suspeitas de ter participado de um caso de suborno. A investigação se centra na suposta entrega a Olmert de centenas de milhares de dólares pelo empresário americano Morris Talansky, no final dos anos 90. Olmert, que declarou que renunciaria caso fosse apresentada uma acusação contra ele, reconheceu publicamente ter recebido dinheiro do americano. No entanto, assegurou que o dinheiro foi usado para financiar sua carreira política, e que não favoreceu o empresário em nenhum dos cargos públicos que ocupou. Bush visita Israel esta semana, e deve participar de uma conferência organizada por seu colega israelense, Shimon Peres, em Jerusalém, onde pronunciará um discurso na quarta-feira sobre as relações de amizade entre os dois países.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.