Para chefe do PKK, ataque da Turquia unirá nação curda

Líder do braço militar do partido diz que Exército turco enfrentará 'resistência popular total' se invadir Iraque

Efe,

02 de novembro de 2007 | 11h57

O chefe do braço militar do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), Bahouz Ardal, disse que uma eventual operação militar da Turquia contra o Curdistão iraquiano promoverá "a unidade da nação curda". O dirigente separatista fez essa declaração em entrevista publicada nesta sexta-feira, 2, pelo jornal árabe internacional Al-Hayat, realizada no reduto do PKK nas montanhas de Qandil, localizadas perto da fronteira entre o Iraque e a Turquia. "Se o Exército turco entrar no Curdistão iraquiano, enfrentará uma resistência popular total de nosso povo e não só de nossos combatentes. Conseguirão a união nacional curda", disse Ardal. Nesse sentido, advertiu que "milhões de curdos que vivem em cidades turcas não permanecerão inalterados, por isso será gerado um estado de tensão que se expandirá pela região e que será difícil de controlar". O líder disse que o PKK dará "uma resposta (militar) muito contundente. O destino do Exército turco não será melhor do que a do Exército israelense quando atacou Líbano, no ano passado". O governo de Ancara obteve em 17 de outubro a autorização do Parlamento para lançar uma ofensiva militar no Curdistão iraquiano, com o objetivo de atacar as bases do PKK. Além disso, Ardal excluiu a possibilidade de abandonar as zonas onde permanecem escondidos no norte do Iraque. "Não chegamos aqui com a aprovação ou o pedido de ninguém. Nossa presença não é uma ameaça para o Curdistão iraquiano", disse. Sobre a exigência de Ancara aos governos iraquiano e autônomo curdo de entregar os dirigentes do PKK, Ardal manifestou sua estranheza, já que - na sua opinião - o Estado turco fracassou em capturar os chefes do PKK na Turquia. "Como Ancara pode pedir a esses dois governos jovens algo que é considerado impossível?, acrescentou. O PKK iniciou sua luta armada contra o Exército turco em 1984 para reivindicar mais direitos para os 12 milhões de curdos que vivem na Turquia.

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