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Para EUA, atividades em assentamentos israelenses é ilegítima

Hillary Clinton está em viagem pelo Oriente Médio e defende a criação de Estados de Israel e da Palestina

Reuters e Efe

04 Novembro 2009 | 08h28

A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, disse nesta quarta-feira, 4, que Washington não aceita a legitimidade dos assentamentos israelenses, mas acredita que conversar sobre o assunto é o modo mais rápido de obter um congelamento na atividade.

 

"Não aceitamos a legitimidade da atividade de assentamentos e temos uma crença muito firme de que acabar com toda essa atividade, atual e futura, seria preferível", disse Hillary depois de se encontrar com o presidente egípcio, Hosni Mubarak. "Começar as negociações sobre o status final vai nos permitir alcançar um fim da atividade de assentamento", acrescentou.

 

A visita de Hillary ao Egito é a última de uma turnê à região. Durante sua viagem, alguns países árabes criticaram sinais de que o governo do presidente dos EUA, Barack Obama, não apoia mais as exigências palestinas de que Israel pare imediatamente a construção de colônias em território ocupado na Cisjordânia.

 

O presidente Obama amenizou a pressão sobre os assentamentos israelenses, pedindo um limite na construção quando antes ele pedia um congelamento. A mudança enfureceu os palestinos, que acusaram o presidente americano de matar qualquer esperança de reviver um acordo de paz em breve.

 

Hillary destacou essa mudança no sábado em Jerusalém, quando elogiou a oferta de Netanyahu de limitar os assentamentos como "inédita" e instou os palestinos a abandonarem suas precondições a negociações, sem fazer um pedido similar ao lado israelense.

 

A visita de Hillary ao Egito acontece depois de uma parada de dois dias no Marrocos, onde ela fez um apelo a chanceleres árabes a deixar de lado as recriminações e apoiar medidas para a retomada das negociações, suspensas desde dezembro.

 

Afirmação

 

A secretária de Estado também disse que a postura dos EUA quanto à política israelense não mudou. "Nossa posição não mudou, e vou dizer outra vez: não aceitamos a legitimação dos assentamentos, achamos que, se forem terminadas as atuais e futuras atividades, será benéfico", afirmou Hillary.

 

Hillary disse em Jerusalém que os passos dados por Israel para não construir novos assentamentos e ampliar apenas os já existentes não tem precedentes, e defendeu retomar as negociações de paz na região sem condições prévias.

 

"O que recebemos dos israelenses é a decisão de suspender a instalação de novos assentamentos e não conceder novas permissões ou aprovações, e isso não tem precedentes", explicou a secretária. "Não é o que preferíamos, mas acho que é algo que mostra um movimento positivo, assim como os palestinos fizeram progressos em temas de segurança", afirmou Hillary, em termos parecidos às declarações feitas na segunda-feira em Marrakech.

 

Em suas declarações, Hillary, que estava acompanhada do ministro de Exteriores egípcio, Ahmed Aboul Gheit, insistiu na posição dos EUA de apoiar a criação de um Estado palestino com as fronteiras anteriores à guerra de 1967, "e isso inclui Jerusalém". "Queremos assegurar nosso objetivo de que haja um Estado (palestino) real, com real soberania, com as fronteiras que permitam aos palestinos fazer o que quiserem. Isso é vital para todos os povos da região, e especialmente para palestinos e israelenses", acrescentou.

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