Para Hezbollah, acusações sobre atentado são fruto de campanha israelense

O movimento islâmico Hezbollah rejeitou na quarta-feira as acusações da Bulgária sobre seu envolvimento em um atentado que matou cinco turistas israelenses no ano passado. Segundo o grupo xiita, o resultado do inquérito búlgaro reflete uma campanha difamatória israelense.

Reuters

06 de fevereiro de 2013 | 17h30

O vice-líder do grupo, Naim Qassem, disse que Israel está direcionando "alegações, incitações e acusações contra o Hezbollah" por não ter sido capaz de derrotar o grupo militarmente.

A Bulgária responsabilizou na terça-feira o Hezbollah pelo atentado de julho no balneário de Burgas, numa conclusão que pode levar a União Europeia a incluir o Hezbollah na sua lista de organizações consideradas terroristas --a exemplo do que os EUA já fazem.

Qassem disse que o Hezbollah, que travou uma guerra inconclusiva de 34 dias contra Israel em 2006, e que atualmente participa da coalizão libanesa de governo, não vai alterar seus rumos devido às acusações.

"Israel está liderando uma campanha internacional para intimidar as pessoas e países contra o Hezbollah", disse ele a estudantes religiosos no sul de Beirute.

"Todas essas acusações contra o Hezbollah não terão efeito, e não alterarão os fatos, não vamos nos submeter a essas pressões e não vamos mudar nossas prioridades. Nossa bússola vai continuar direcionada para Israel."

O governo libanês diz estar disposto a cooperar com a Bulgária na investigação do ataque.

(Reportagem de Laila Bassam)

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