Para Khamenei, força de coalizão é a maior inimiga do Iraque

Aiatolá pede a iraquianos que esqueçam divergências e apóiem primeiro-ministro do Iraque, Nouri al-Maliki

Efe,

10 de agosto de 2007 | 11h08

O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, pediu aos sunitas e xiitas do Iraque que esqueçam as divergências e apóiem unidos o governo do primeiro-ministro Nourial-Maliki, informou nesta sexta-feira, 10, a agência Irna.Khamenei fez o pedido durante uma reunião com Maliki na cidade sagrada de Mashhad (nordeste), onde o primeiro-ministro iraquiano encerra nesta sexta uma visita de três dias ao Irã.O clérigo afirmou que o sectarismo e os "ocupantes" (Estados Unidos e Reino Unido) são os principais inimigos do Iraque."O principal meio para solucionar os problemas do país é a unidade e a cooperação entre todas as etnias e entidades. A união entre sunitas, xiitas, árabes, curdos e as demais etnias é um dever religioso e nacional", disse Khamenei."Todos devem cooperar e apoiar o governo liderado por Nouri al-Maliki", acrescentou.Ao mesmo tempo, Khamenei considerou que "a maior desgraça enfrentada pelo Iraque é a presença no país dos militares americanos e britânicos. Estes ocupantes estão por trás dos problemas, dos desastres e dos assassinatos no Iraque".Viagem ao IrãMaliki encerrou na quinta-feira sua visita oficial a Teerã, onde recebeu o apoio do presidente Mahmoud Ahmadinejad a seu governo e aos esforços para restabelecer a paz no Iraque.O premier iniciou então uma visita particular de apenas um dia a Mashhad para se reunir com Khamenei e visitar o mausoléu do imame Reza, venerado pelos xiitas.Seu encontro com o líder iraniano coincidiu com novas críticas do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, a Teerã. Ele acusou o governo iraniano de intervir nos assuntos do Iraque e de fornecer armas a grupos insurgentes.Bush também alertou para a aproximação entre Maliki e o regime xiita de Teerã. "Se o Irã de fato desempenhar um papel construtivo, terei que falar francamente com Maliki, porque não acredito que os iranianos tenham este interesse".O presidente americano definiu o Irã como "uma nação muito preocupante" devido a seu desejo de enriquecer urânio e querer a destruição de Israel, uma combinação que torna o país "muito perigoso para a estabilidade mundial".Apesar de não se referir às advertências de Bush, Khamenei insistiu em que "os americanos intervêm no Iraque militar e politicamente através de sua embaixada em Bagdá, de centros de espionagem e dos sionistas".O líder supremo acusou Washington de "tentar instalar no Iraque um governo colaboracionista", mas acredita que "seus planos fracassarão".

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