Para ministro iraniano, Israel não tem condições de atacar país

O ministro das Relações Exteriores do Irãdisse no domingo não acreditar que Israel esteja em posiçãopara atacar seu país por causa de seu programa nuclear,enquanto um general iraniano anunciou planos para preparar 320mil covas para soldados inimigos. Os comentários fazem parte de uma crescente troca de farpasentre os arquiinimigos, que está contribuindo para aumentar asespeculações sobre um possível ataque israelense ao Irã, oquarto maior país exportador de petróleo do mundo, o que ajudoua elevar o preço do combustível a níveis recordes. As especulações ganharam força desde que um jornalnorte-americano reportou neste mês que Israel havia simulado umataque contra as instalações nucleares da República islâmica. OOcidente suspeita que se trate de um programa de armasnucleares disfarçado. O Irã nega as acusações. O ministro das Relações Exteriores do Irã, ManouchehrMottaki, disse que Israel ainda está lidando com asconseqüências de sua guerra com o Hezbollah no Líbano em 2006 eque também sofre com uma "crise de ilegitimidade crescente" noOriente Médio. "É por isso que nós não vemos o regime sionista em umasituação em que iriam querer se lançar em tal aventurismo",disse ele quando questionado sobre a possibilidade de um ataqueisraelense. "Eles sabem muito bem quais seriam as conseqüências de umato como esse", disse Mottaki. As declarações foram feitas um dia após relatos de que ochefe da brigada de elite das Guardas Revolucionárias teriadito que o Irã iria impor controles no tráfego marítimo na rotado petróleo no Golfo se o país fosse atacado e alertadogovernos da região sobre represálias se participarem do ataque. O Irã afirma que seu programa nuclear é destinado a gerareletricidade. Nações ocidentais e Israel temem que os iranianosestejam procurando construir bombas nucleares. Acredita-se que Israel seja o único país do Oriente Médio ater armas nucleares. Mirfeysal Baqerzadeh, general de brigada da GuardaRevolucionária, afirmou que para "respeitar os soldadosinimigos mortos" havia planos para voluntários cavarem 320 milcovas nas regiões da fronteira. Isso possibilitaria ao Irã enterrar "todos eles ao mesmotempo", disse o general, segundo a agência de notícia Fars. Noentanto, em caso de emergência, eles seriam enterrados em covascoletivas.

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