Para ministro, Iraque precisará de ajuda militar externa até 2018

Abdul Qadir acredita que país será capaz de assumir responsabilidade pela segurança em 2012

Efe,

15 de janeiro de 2008 | 06h24

O ministro de Defesa iraquiano, Abdul Qadir, acredita que seu país só será capaz de assumir a responsabilidade pela sua própria segurança em 2012, mas até 2018 precisará da ajuda de tropas estrangeiras para defender suas fronteiras, segundo afirmou ao jornal americano The New York Times. "Pelos nossos cálculos e nossos prazos, achamos que do primeiro trimestre de 2009 até 2012 seremos capazes de assumir o controle total dos assuntos internos do país", afirmou Kadir, citado nesta terça-feira, 15, pelo site do jornal. "Em relação às fronteiras, para a proteção contra qualquer ameaça externa, nossos cálculos são de que não seremos capazes de responder até 2018 ou 2020", acrescentou o ministro. Kadir não deu detalhes concretos sobre os prazos para a redução do número de soldados americanos no país. Mas suas declarações sugerem que a presença das tropas dos EUA poderia se estender por mais tempo que o previsto pelo governo de Washington. O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, anunciou em setembro que retiraria 30 mil soldados até julho deste ano, deixando 130 mil. No sábado, em uma visita à base americana de Arifjan, no Kuwait, centro logístico do Exército dos EUA para suas operações no Iraque e Afeganistão, Bush disse que a saída das tropas segue de acordo com o cronograma previsto. Segundo o NYT, a agenda da visita de Qadir aos EUA inclui, entre outros assuntos, a compra de armas para o novo Exército iraquiano, com veículos de grande porte, helicópteros, tanques e peças de artilharia.

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