Para presidente iraniano, programa nuclear é 'irreversível'

Ahmadinejad afirma que não se importa com as novas sanções que o Ocidente pode impor ao governo do Irã

Reuters e Efe,

07 de novembro de 2007 | 08h42

O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, afirmou nesta quarta-feira, 7, que o programa nuclear do Irã é irreversível e que o seu país, que enfrenta a possibilidade de novas sanções internacionais contra o seu país, não se importa com qualquer resolução internacional sobre suas atividades atômicas.Ahmadinejad também reiterou que o Irã tem agora 3 mil centrífugas que são usadas para enriquecer urânio - produto que pode servir como combustível para usinas de energia ou, se refinado ainda mais, para fornecer material a bombas. Segundo especialistas ocidentais, 3 mil máquinas trabalhando sem problemas por longos períodos, a uma velocidade supersônica, podem produzir urânio enriquecido suficiente para uma bomba atômica em um prazo de cerca de um ano. "A nação iraniana entrou na fase de produção em escala industrial de combustível nuclear e o trem do progresso da nação iraniana é irreversível", disse Ahmadinejad a um comício exibido ao vivo pela TV. O presidente iraniano afirmou que em setembro o Irã tinha "mais de 3 mil centrífugas trabalhando" e que outras são instaladas semanalmente.  Representantes dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança (EUA, Reino Unido, França, China e Rússia) e Alemanha, acordaram na sexta-feira passada em Londres apoiar uma nova resolução com mais sanções contra o Irã. Os países advertiram que apresentarão para votação do Conselho de Segurança o texto de uma nova resolução, a menos que os relatórios da AIEA e do chefe da diplomacia da União Européia (UE), Javier Solana, previstos para este mês, "mostrem um resultado positivo dos esforços" para solucionar a crise nuclear com o Irã. O governante iraniano afirmou que o país "respondeu a todas as perguntas da AIEA", e que este organismo internacional "afirmou que não detectou nenhum desvio das atividades nucleares pacíficas da República Islâmica".

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