Baz Ratner/Reuters
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Paris e Londres convocam embaixadores de Israel por assentamentos

Premiê israelense anunciou planos de construir 3 mil residências em colônias após voto favorável à Palestina

Reuters

03 de dezembro de 2012 | 09h30

PARIS - França e Grã-Bretanha convocaram para reuniões os embaixadores de Israel nos dois países nesta segunda-feira, 3, em resposta à decisão do primeiro-ministro Binyamin Netanyahu de expandir a construção de assentamentos em territórios ocupados. A França negou que iria convocar de volta seu embaixador em Israel.

 

A Alemanha também reagiu aos planos de expansão dos assentamentos e pediu que Israel recue, mas disse que uma planejada visita do premiê israelense a Berlim esta semana está confirmada.

 

"O embaixador foi chamado para expressarmos nossa desaprovação", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores francês, Philippe Lalliot. A embaixada israelense também confirmou a reunião.

 

Uma autoridade do ministério rejeitou as notícias de que a França poderia convocar seu próprio enviado em Jerusalém e disse que o governo francês está analisando outras formas de colocar pressão sobre Netanyahu. "Há outras formas com que podemos expressar nosso descontentamento", afirmou a autoridade à Reuters.

Londres

 

O embaixador israelense em Londres, Daniel Taub, também foi convocado para uma reunião. "Qualquer decisão sobre qualquer medida que a Grã-Bretanha possa tomar dependerá do resultado de nossas discussões com o governo israelense e com parceiros internacionais, incluindo os EUA e a UE", afirmou o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores.

França e Grã-Bretanha condenaram os planos de Israel de construir mais assentamentos na região ocupada da Cisjordânia e Jerusalém Oriental, afirmando que a confiança internacional do desejo de Israel em fazer a paz com os palestinos estava em risco.

Netanyahu ignorou a condenação mundial a seus mais recentes planos de assentamentos, que foram anunciados na sexta-feira, apenas algumas horas depois de a maioria dos países da ONU ter votado pela elevação do status diplomático dos palestinos.

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