Parlamentar do Irã diz que há provas de abuso sexual a presos

Acusação sobre estupro de detidos foi levantada por um dos candidatos presidenciais derrotados na eleição

REUTERS

27 de agosto de 2009 | 12h14

Os abusos sexuais a presos políticos no Irã depois dos protestos contra os resultados da eleição presidencial foram provados por uma comissão parlamentar, disse nesta quinta-feira, 27, um membro do comitê, de acordo com o site Parlemannews.

 

Veja também:

lista Conheça os números do poderio militar do Irã

lista Altos e baixos da relação entre Irã e EUA

especialEspecial: O histórico de tensões do Irã

especialEspecial: O programa nuclear do Irã

especialEspecial: As armas e ambições das potências

 

Um dos candidatos derrotados, Mehdi Karoubi, trouxe à luz a acusação de que alguns dos detidos após as eleições foram abusados sexualmente enquanto estavam presos. "A violação de alguns dos detidos com cassetete e uma garrafa de refrigerante ficou provada para nós", afirmou um membro não identificado da comissão, segundo a página na Internet.

As autoridades rejeitaram as acusações, dizendo que elas não têm base, mas o presidente do Parlamento Ali Larijani havia dito na semana passada que estava pronto para avaliar qualquer documento ou outras provas que sustentassem as acusações de Karoubi.

Karoubi disse que quatro pessoas estavam dispostas a dizer no Parlamento que foram vítimas de abuso sexual. Milhares de pessoas foram presas durante os protestos após as eleições. Políticos de oposição dizem que pelo menos 69 pessoas foram mortas após as eleições, mas o governo reconhece apenas 29 mortes.

Tudo o que sabemos sobre:
Irã

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.