Parlamento do Irã tacha Exército americano de 'terrorista'

Nota dos parlamentares cita Hiroshima e Nagasaki e o uso de urânio empobrecido nos Bálcãs

EFE

29 de setembro de 2007 | 14h48

O Parlamento do Irã classificou de "terroristas" o Exército dos Estados Unidos e a CIA (agência de inteligência americana), em uma sessão realizada em Teerã, informou neste sábado a agência oficial de notícias "Irna".  A acusação foi feita em comunicado, no qual os deputados afirmaram que as duas instituições americanas participaram de "muitas ações terroristas". A nota cita como exemplo o bombardeio nuclear americano contra as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki durante a Segunda Guerra Mundial; e o uso de urânio empobrecido nos conflitos que castigaram os Bálcãs na década passada.  Além disso, os parlamentares lembraram que as campanhas militares americanas contra Iraque e Afeganistão "assim como o apoio ilimitado ao regime racista de Israel, são exemplos das ações terroristas do Exército norte-americano".  Nesse sentido, os deputados destacaram que "como representantes do grande povo do Irã condenamos as invasões do Exército dos EUA ao Iraque e Afeganistão". Também pediram à ONU que "impeça a continuação das atividades das casas de tortura (que os EUA mantêm) em Guantánamo (Cuba) e Abu Ghraib (Iraque), e outras prisões secretas norte-americanas".  Washington rompeu suas relações com Teerã após o triunfo da revolução islâmica iraniana (1979), quando estudantes radicais retiveram durante 444 dias mais de meia centena de americanos na sede da embaixada dos EUA em Teerã.

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