Parlamento iraniano rejeita lista com 72 mortos em distúrbios

Governo diz que 'dados fundamentais' não foram entregues e que um comitê está acompanhando o caso

Efe,

06 de setembro de 2009 | 10h01

O presidente da Comissão de Segurança Nacional e Assuntos Exteriores iraniano, Alaeddin Boroujerdi, rejeitou neste domingo, 6, a lista com os nomes dos 72 supostos mortos nos distúrbios depois das eleições no Irã apresentada pela oposição reformista.

 

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A lista, que a princípio continha 69 nomes, foi revelada dias atrás por Ali Reza Behesti, um dos principais aliados de Mir Hussein Moussavi, candidato reformista derrotado em 12 de junho.

 

"Há algumas semanas, Behesti e (Morteza) Alviri, (outro ativista reformista) se reuniram com a Comissão de Segurança Nacional e deram uma lista de mortos nos recentes incidentes que continha 69 nomes sem informação específica, como os sobrenomes e o número de carteira de identidade", disse Boroujerdi.

 

Foi pedido então que entregassem informação mais detalhada, demanda que não cumpriram, explicou o parlamentar, citado pela agência de notícias local Fars.

 

"Passou uma semana e o comitê especial do Parlamento que investiga as mortes e as detenções pós-eleitorais acompanhou o tema, mas eles reenviaram a lista em uma nova carta, mas sem os dados fundamentais. Só acrescentaram mais três nomes", disse. "Lembramos que uma lista de nomes sem detalhes da identidade não tem valor legal", ressaltou.

 

Na sexta-feira, 4, o site reformista Norouz News publicou os nomes, as idades e outros detalhes de onde e como tinham morrido as vítimas. Segundo números oficiais, 26 pessoas morreram e cerca de 4 mil foram presas durante os protestos contra a reeleição do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, qualificada de fraudulenta pela oposição.

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