Parlamento iraquiano aprova lei para eleições provinciais

Depois de meses de impasse sobre a partilha de Kirkuk, votação é marcada para 31 de janeiro de 2009

Agência Estado e Associated Press,

24 de setembro de 2008 | 11h17

O Parlamento do Iraque aprovou por ampla margem nesta quarta-feira, 24, um novo projeto de lei sobre as eleições provinciais, superando meses de impasse e dando novo fôlego a um plano de reconciliação nacional incentivado pelos Estados Unidos. No entanto, os parlamentares iraquianos admitiram que a demora na aprovação da lei dificultou a organização do pleito, motivo pelo qual o prazo para a realização das votações nas 14 províncias do país foi estendido para 31 de janeiro de 2009. A votação do projeto de lei foi prejudicada pela disputa entre árabes e curdos com relação à partilha de poder sobre Kirkuk, uma cidade rica em petróleo do norte do Iraque. Os curdos exigiam que Kirkuk fosse incorporada a sua região semi-autônoma no norte do país. Um acordo foi possível depois que deputados xiitas, sunitas, curdos e turcomanos aceitaram uma sugestão da Organização das Nações Unidas (ONU) para a formação de uma comissão parlamentar para analisar separadamente as disputas sobre Kirkuk para que o pleito nas demais regiões possa ir adiante. A nova lei exige que a comissão apresente uma relatório com recomendações para a elaboração de um projeto de lei separado com relação às eleições em Kirkuk até março do ano que vem. O enviado especial da ONU, Staffan di Mistura, que circulou entre os diferentes blocos políticos para pressionar pela aprovação da lei, disse que os preparativos para a votação terão início imediato. "Hoje é um dia importante para o Iraque e para a democracia, uma vez que o Parlamento encontrou o caminho para passar a lei eleitoral", disse ele à Associated Press. "Isso ajudará o Iraque e os iraquianos a expressarem suas opiniões votando em seus candidatos nas províncias." A medida ainda precisa ser sancionada pelo painel presidencial de três integrantes e pelo presidente do Iraque, o curdo Jalal Talabani, que vetou uma proposta anterior rechaçada pela comunidade curda. Como os deputados curdos aprovaram a nova proposta, a sanção presidencial é considerada mais provável.

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