Parlamento iraquiano debate estratégia de segurança

Legislativo ressaltou 'a importância de serem apontados os pontos fracos e as falhas na segurança'

Efe,

21 de agosto de 2009 | 18h39

O Parlamento iraquiano, em sessão extraordinária, destacou nesta sexta-feira, 21, a urgente necessidade de a estratégia de segurança no país ser revista e de os erros que facilitaram os atentados que mataram 95 pessoas em Bagdá serem identificados.

 

Num comunicado, o Legislativo do Iraque ressaltou "a importância de se conservar o terreno ganho em questões de segurança e de serem apontados os pontos fracos e as falhas na segurança que permitiram que fossem golpeados os símbolos da soberania do país".

 

Na quarta-feira, uma série de explosões e ataques com morteiros tiveram como alvo edifícios ministeriais e o Parlamento.

 

A nota, emitida após uma reunião entre líderes de bancadas do Parlamento, a comissão de Segurança e Defesa da casa e várias autoridades do setor, também condenou com firmeza os atentados.

 

"Todo o povo iraquiano foi alvo dessa ação criminosa. Esta situação torna necessária a união de nossas fileiras", acrescenta o texto.

 

O ministro da Defesa, Abdel Kader Obeidi, destacou o nível de organização do atentado e a quantidade de explosivos utilizada.

 

Ele ressaltou ainda que os caminhões-bomba usados pelos terroristas podem ter sido preparados numa zona industrial próxima ao local dos ataques.

 

Além disso, confessou que há um plano para revisar a estratégia de segurança e que a comissão encarregada dela no gabinete de ministros se reunirá na segunda-feira com este fim.

 

Já o ministro do Interior, Jawad al-Bolani, além de criticar a falta de coordenação entre os serviços de inteligência e de segurança, disse que "o Estado precisa de uma nova estratégia para combater o terrorismo" e que, para acabar com ele, além de recursos militares, é necessária uma estratégia política, social e econômica.

 

Também muito duro em seus comentários foi o ministro de Estado para Assuntos de Segurança, Shiruan al-Wail, segundo quem os ataques só foram possíveis porque o país está imerso numa "guerra não convencional, uma guerra terrorista que exige informações tanto de dentro como de fora do país".

 

Porém, o mais contundente nas críticas foi a principal autoridade em segurança de Bagdá, Abud Qanbar. Ele admitiu que "o ocorrido não foi surpresa, mas algo que podia ser esperado".

 

Qanbar acrescentou que é indispensável mudar as ferramentas de segurança, identificar as negligências cometidas pelos encarregados das operações de segurança em Bagdá, deter estes últimos e criar um gabinete de crise.

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