Parlamento iraquiano mostra unidade e escolhe nova bandeira

Atendendo reivindicação curda, estandarte perde três estrelas, que representavam antigo partido de Saddam

WALEED IBRAHIM, REUTERS

22 de janeiro de 2008 | 12h30

O Parlamento do Iraque aprovou nesta terça-feira, 22, adotar provisoriamente uma nova bandeira nacional, acatando um desejo manifestado há bastante tempo pela minoria curda, segundo a qual a bandeira da era Saddam Hussein remetia às atrocidades cometidas pelo regime do ditador. Em um raro momento de unanimidade entre os membros do Parlamento, aprovou-se a medida, que representa um rompimento simbólico com o passado. Uma tentativa anterior de mudar a bandeira, feita pelo governo interino em 2004, acabou sendo rejeitada pelos iraquianos. O debate sobre a bandeira pós-Saddam ganhou força devido aos planos de realizar, em 10 de março, na região curda do Iraque (em grande parte autônoma), um encontro pan-árabe de políticos. As autoridades curdas recusam-se a hastear a atual bandeira do país, proibida no Curdistão. O novo pavilhão terá um tempo de vida limitado -- durará um ano, ao longo do qual serão realizadas discussões a respeito da versão final da bandeira. Não houve, da parte de xiitas, sunitas ou curdos, qualquer oposição de peso à bandeira temporária proposta -- 110 dos 165 membros do Parlamento concordaram com a medida -- porque ela é quase igual à antiga. O estandarte continua a ser vermelho, branco e preto, mas as três estrelas verdes do centro dela, que representam a unidade, a liberdade e o socialismo (o mote do Partido Baath, de Saddam, hoje banido), foram retiradas. A frase Allahu Akbar (Deus é grande), acrescentada em letras arábicas verdes por ordem de Saddam durante a Guerra do Golfo (1991), continua a integrar a bandeira.

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