Parlamento libanês elege novo presidente

Comandante do Exército, general Michel Suleiman ganhou 118 votos dos 127 membros da legislatura

BBC e AP

25 de maio de 2008 | 11h54

O parlamento libanês elegeu o comandante do exército, General Michel Suleiman, como presidente do país, num processo chave de reconciliação entre facções politicas opostas.   Veja também: Michel Suleiman traz consenso às divisões libanesas  Para analistas, acordo no Líbano não é solução de longo prazo   O candidato eleito concorreu sem oposição. Ele ganhou 118 votos dos 127 membros da legislatura, de acordo com o porta-voz do parlamento, Nabih Berri.   A votação foi adiado por 19 vezes desde novembro devido a uma crise de 18 meses entre o governo, apoiado pelo ocidente e a oposição liderada pelo Hezbollah.    Conflito   A recente crise no Líbano começou quando o governo aprovou duas medidas que previam uma investigação da rede de telecomunicações do Hezbollah e a exoneração do chefe de segurança do aeroporto de Beirute porque ele seria simpatizante do grupo xiita. As medidas provocaram a ira do Hezbollah, que respondeu com protestos por Beirute e outros pontos do país e que logo enveredaram para a violência, em batalhas entre milícias pró e anti-governo, em que o grupo xiita (e seus aliados) derrotou as forças governistas, ocupando todo oeste de Beirute. Combates pesados entre as duas facções na capital Beirute, em Trípoli, no norte, nas montanhas e em outras cidades do leste do país levaram vários estrangeiros e libaneses a deixarem o país. Beirute oeste chegou a ser ocupada pelo Hezbollah e aliados por dois dias, se retirando depois a pedido do Exército. A onda de violência, que durou seis dias, deixou ao menos 65 mortos e 200 feridos, na pior crise interna do Líbano desde o fim da última guerra civil, em 1990. O Exército libanês foi obrigado a posicionar tropas e blindados em diversas regiões do Líbano para tentar garantir a segurança da população civil. O governo do Líbano acabou voltando atrás na quarta-feira, revogando oficialmente as duas medidas contrárias ao Hezbollah como forma de abrir o caminho para negociações e acalmar a crise. Os recentes conflitos nas ruas foram a pior crise no Líbano desde o final de sua sangrenta guerra civil (1975-1990).  

Tudo o que sabemos sobre:
LíbanoeleiçõesBeiruteHezbollah

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.