Parlamento libanês elege Suleiman para a Presidência

O parlamento libanês elegeu nestedomingo o chefe do exército Michel Suleiman como presidente,reativando as instituições do governo paralisadas após 18 mesesde embates entre o gabinete apoiado pelos Estados Unidos e aoposição liderada pelo Hezbollah. O Líbano estava sem presidente desde novembro. As eleições são parte de um acordo intermediado pelo Qatarna semana passada para controlar a crise que tomou conta doLíbano e levou o país à beira da guerra civil, com o Hezbollahdominando partes de Beirute e expulsando defensores do governo.Pelo menos 81 pessoas morreram nos conflitos. O emir do Qatar, Hamad bin Khalifa al-Thani, estava entreas muitas autoridades em Beirute para a votação. Entreministros estrangeiros estavam os do Irã e da Síria, que apóiamo Hezbollah, e o rival regional da Arábia Saudita. "Eu declaro o general Michel Suleiman presidente daRepública", disse o presidente do parlamento Nabih Berri, apósSuleiman obter 118 votos dos 127 deputados. Tiros de celebraçãoforam disparados em Beirute após a votação. A maioria governista anti-síria e a oposição concordaram hátempos que Suleiman deveria ser presidente, mas entraves sobrecomo deveria ser o formato do governo de unidade nacionalfizeram com que a votação fosse adiada 19 vezes, intensificandoa crise política. O acordo firmado em Doha atende às exigências da oposiçãode poder de veto em um governo de unidade e assegura a escolhade presidente em bons termos com a Síria e o Hezbollah. O acordo, que também estipula uma nova lei para as eleiçõesparlamentares de 2009, acalmou os conflitos sectários queparalisaram o governo e afetaram a economia. O parlamento não se reuniu nos últimos 18 meses,debilitando o governo do primeiro-ministro Fouad Siniora.Explosões de violência fizeram muitas vítimas e lembraram aguerra civil de 1975-1990.

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