Karim Kadim/AP
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Participação nas eleições iraquianas é maior em regiões sunitas

De acordo com a comissão eleitoral, comparecimento em todo país foi de 62,4% contra 75% em 2005

estadao.com.br,

08 de março de 2010 | 15h38

As eleições gerais no Iraque tiveram um comparecimento maior nas províncias de maioria sunita, rito do islamismo professado por cerca de 30% da população do país, anunciou nesta segunda-feira, 8, a comissão eleitoral.  No total, o comparecimento foi superior a 60%. Nas eleições de 2005, em meio a um boicote dos sunitas em duas províncias, o comparecimento foi de 75%O prêmiê xiita Nouri al-Maliki, lidera a corrida em nove das 18 províncias do país. O principal rival dele é o ex-primeiro-ministro Ayad Allawi, candidato de uma coligação de xiitas e sunitas seculares.

 

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"Não temos um número exato, mas acho que vai estar entre 60% e um pouco mais de 60%", afirmou o vice-presidente da Comissão Eleitoral, Amel Biraktar, em declarações à imprensa. Este dado pode favorecer a candidatura de  Ayad Allawi, líder de uma aliança secular entre xiitas e sunitas seculares, contra

Cerca de 18,9 milhões de iraquianos estavam aptos a votar nas eleições parlamentares de ontem, que elegerão o parlamento para escolher o novo governo do país. A votação foi marcada por uma série de explosões e lançamentos de granadas, especialmente em Bagdá. A série de incidentes deixou 38 mortos e cerca de 80 feridos. Militantes sunitas ligados a Al-Qaeda haviam convocado um boicote à votação.

O maior comparecimento foi registrado na província de Dohuk, no Curdistão iraquiano, onde 80% dos eleitores votaram. A menor ocorreu em Missan na fronteira com o Irã, com menos de 50%. A província de Bagdá, a mais populosa do país, teve comparecimento baixo, de 53%. 

Apuração

A coalizão do atual primeiro-ministro, Nouri al-Maliki, "Governo da lei", formada por xiitas seculares, liderava o início das apurações. Ela disputa o favoritismo com a Aliança Nacional Iraquiana, de Moqtada al-Sadr, formada por xiitas religiosos, e a Iraqiya, uma aliança de xiitas e sunitas seculares.

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Há outras coalizões menores na disputa, como a Aliança Curda, a Unidade Iraquiana - também formada por xiitas e sunitas seculares, e o Acordo Iraquiano, de sunitas seculares.

A Governo da L ei liderava nas regiões onde maioria xiita.

Já Ayad Allawi, um ex-primeiro-ministro que lidera a lista secular Iraqiya, está à frente nas áreas sunitas, segundo estimativas não oficiais. Os dados para a região da capital Bagdá, cujos resultados podem ser cruciais na disputa, ainda não estão disponíveis.

O grupo de Maliki estava à frente em nove províncias xiitas do sul. Já a Iraqiya liderava nas províncias de maioria sunita a norte e oeste de Bagdá, segundo as estimativas.

A Iraqiya estava em segundo lugar em três províncias xiitas, mas em terceiro em seis outras, atrás da Aliança Nacional Iraquiana, dominada pelos dois partidos religiosos e que inclui o ex-vice-primeiro-ministro Ahmed Chalabi.

Na província de Kirkuk, onde há várias etnias, a lista do Curdistão, composta pelos dois partidos dominantes no norte do país, estava à frente, seguida pelo grupo de Allawi.

 

 

 

 

Com informações da Efe

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