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Partido árabes são banidos de eleições em Israel

Medida foi proposta por partido ultranacionalista, que acusa legendas de não reconhecerem país como Estado

Efe,

12 de janeiro de 2009 | 17h01

A Comissão Central Eleitoral israelense proibiu nesta segunda-feira, 12, dois partidos árabes de apresentarem suas listas para as eleições gerais de 10 de fevereiro, pela acusação de que não reconhecem Israel como Estado. Por 26 votos a favor, três contra e uma abstenção, a de seu presidente, a Comissão desqualificou para o pleito o Pacto Democrático Árabe (PDA), enquanto a lista unida dos partidos Ra'am e Ta'al também foi desqualificada, por 21 votos a favor, oito contra e duas abstenções.   Veja também: Israel planeja controlar fronteira de Gaza e Egito Foguete de Israel atinge Brazil, no Egito  ONU investigará violações em ofensiva de Israel Israel manda reservistas e avança em centros urbanos Custo da guerra é de US$ 8 milhões por dia  Especial traz mapa com principais alvos em Gaza  Linha do tempo multimídia dos ataques em Gaza  Bastidores da cobertura do 'Estado' em Israel  Conheça a história do conflito entre Israel e palestinos  Veja imagens de Gaza após os ataques       As três legendas foram acusadas pelo partido ultranacionalista Israel Beiteinu, do ex-ministro Avigdor Liberman, que recorreu contra sua participação eleitoral. Também se juntou ao recurso o partido ultranacionalista União Nacional e o deputado do partido Shinui (Mudança), Itai Forman.   Segundo os litigantes, nenhum desses partidos árabes reconhece Israel como "Estado Judeu", como aparece descrito na carta de fundação do país de 1948. Em uma polêmica sessão, os membros da Comissão acusaram o PDA de apoiar a luta armada dos palestinos da Cisjordânia e de Gaza contra o Estado de Israel.   A Comissão é formada por representantes de todos os partidos políticos, e liderada por um juiz supremo aposentado, que se absteve em ambas as votações. O deputado Ahmed Tibi, da coalizão Ra'am-Ta'al, disse estar acostumado "a este tipo de luta", e acusou Israel de ser "um Estado racista."   Para Tibi, esta decisão prova que os partidos judeus querem "um Parlamento sem árabes". Em Israel vivem 1,2 milhão de árabes israelenses, nome que receberam os palestinos que vivem dentro das fronteiras do Estado judeu.   Segundo organizações de defesa dos direitos humanos, os judeus árabes sofrem diferentes tipos de discriminação, assim como os sefarditas, que chegaram a Israel procedentes em sua maior parte do norte da África.   Além de ser prejudicados na distribuição dos orçamentos estatais, os árabes-israelenses representam uma ínfima parte nos postos da Administração pública e nos altos cargos do setor empresarial.   A grande maioria dos deputados desta comunidade conquista a cadeira em representação de partidos árabes como os desqualificados hoje, mas são poucos os que a vencem pelos chamados "partidos sionistas", de maioria judaica.   (Matéria atualizada às 19h20)

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