Partido de Al-Sadr deixa coalizão governista iraquiana

Premiê sunita perde apoio de xiitas e conta agora somente com aliança com curdos para se manter no poder

Associated Press e Efe,

15 de setembro de 2007 | 15h34

O movimento do líder radical xiita Muqtada al-Sadr decidiu neste sábado, 15, deixar a Aliança Unida Iraquiana (AUI), coalizão xiita que atualmente controla o governo do Iraque e à qual pertence o primeiro-ministro Nuri al-Maliki.  A retirada do grupo de Al-Sadr, conhecido por sua oposição à presença americana no país, é um duro revés para a AUI, que atualmente conta com 115 das 275 cadeiras do Parlamento, após a saída, em março, do também xiita Partido da Virtude. Com a retirada do partido de Al-Sadr, a coalizão ficará com apenas 85 cadeiras, enfraquecendo ainda mais o já pressionado governo de Maliki. A AUI deve agora buscar o apoio da Aliança Curda,que tem 53 cadeiras, para tentar manter-se no governo.Em abril passado, o grupo Sadr retirou os seis ministros que tinha no Executivo, entre eles o de Saúde. Depois,  a sunita Frente do Consenso Iraquiano e a Lista do Acordo Nacional Iraquiano tiraram seus ministros do governo, no início de agosto.Para compensar, a AUI buscou a aliança da Aliança Curda, segunda força política com 53 cadeiras, em uma tentativa de encontrar o apoio necessário para se manter no governo.  Líder morto O Exército americano anunciou neste sábado a morte de um dirigente da milícia xiita da cidade de Diwaniya, capital da província de Al-Qadisiyah, 180 quilômetros ao sul de Bagdá.Segundo um comunicado americano, o líder miliciano é Najah al-Aqraa, conhecido como Abu Ali, e afirma que era responsável por um grupo de 25 combatentes que realizaram ataques com morteiro e armas leves contra as forças multinacionais mobilizadas nesta cidade.A nota diz ainda que as forças especiais iraquianas - com o apoio das forças multinacionais - mataram "o líder radical das milícias xiitas" durante uma operação realizada na quinta-feira passada. Após a chegada das tropas ao local onde o insurgente estava, radicais abriram fogo contra o Exército americano.Os soldados responderam aos disparos do dirigente miliciano e o mataram, acrescenta o comunicado. Na operação foi também detido um suposto miliciano que atirou contra as forças de segurança a partir de um edifício próximo.

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