Partido Kadima, de Israel, deixa o governo de Netanyahu

O partido Kadima, de Israel, deixou a coalizão do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu na terça-feira por causa de uma disputa relacionada ao recrutamento de judeus ultra-ortodoxos para o serviço militar. O governo, porém, não deve cair, porque ainda tem a maioria no Parlamento.

Reuters

17 de julho de 2012 | 15h52

"A decisão acabou sendo alcançada com uma maioria inequívoca", disse o parlamentar do Kadima Yoel Hasson à Rádio Israel. "Finalmente deixamos esse governo", afirmou ele.

O Kadima havia se unido a Netanyahu há apenas dois meses em uma grande coalizão, com o objetivo declarado de pôr fim à isenção dos estudantes seminaristas da conscrição.

O líder do Kadima, Shaul Mofaz, ex-chefe da Defesa, tornou-se vice-premiê.

O Kadima optou por sair depois de não chegar a um acordo com o Likud, o partido de Netanyahu, sobre a nova lei da conscrição.

O Kadima, de centro, é o maior partido do Parlamento de Israel, com 28 dos 120 assentos.

Com o Kadima, Netanyahu controlava 94 assentos parlamentares, em uma das maiores coalizões da história de Israel.

O serviço militar é uma questão bastante polêmica em Israel, onde a maioria dos homens e mulheres começa dois ou três anos de serviço militar aos 18 anos e muitos são convocados para ficar na reserva até a faixa dos 40 anos.

Muitos judeus ortodoxos são dispensados para que possam prosseguir com os estudos religiosos, desagradando à maioria da população, que é mais secular.

A Suprema Corte determinou em fevereiro que a lei que permitia as dispensas era inconstitucional e estabeleceu um prazo até 1 de agosto para que expire.

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