Partido Trabalhista pode formar oposição ao Likud em Israel

Barak diz a Netanyahu que pretende ser 'opositor sério'; buscando coalizão, 'Bibi' continua a negociar com Livni

Agências internacionais,

23 de fevereiro de 2009 | 09h08

O líder do Partido Trabalhista de Israel, Ehud Barak, disse nesta segunda-feira, 23, a Benjamin "Bibi" Netanyahu, à frente da legenda de direita Likud e encarregado de formar o novo governo do país, que pensa em se tornar oposição. "Disse a Netanyahu que seremos uma oposição séria, responsável e construtiva", comentou Barak ao término de um encontro entre ambos em Jerusalém. O objetivo da reunião era sondar a possibilidade de o Partido Trabalhista fazer parte de um governo de união liderado por Natanyahu.   Veja também: Perfil: Netanyahu tenta reconduzir direita israelense ao poder Perfil: Livni, a 'senhora limpa' da política israelense   Em declarações à rádio pública israelense, Barak disse que voltará a se encontrar com Netanyahu, mas reiterou a decisão: "O povo pediu que nos tornemos oposição e respeitaremos isso". Já Netanyahu disse à imprensa que, tendo em vista o atual cenário de desafios em Israel, continuará realizando "todos os esforços possíveis para formar um governo de união nacional". Ele também se encontrou com a chanceler Tzipi Livni, à frente do Kadima (de centro).   Livni também manteve a postura de passar a fazer parte da oposição, tendo o processo de paz com os palestinos como principal ponto de atrito entre ambos. O partido de Livni ganhou as eleições realizadas em Israel no último dia 10, com 28 deputados, mas o Likud tem mais apoio político apesar de ter uma cadeira a menos que o Kadima. Para se tornar primeiro-ministro, Netanyahu obteve na sexta-feira um prazo de 42 dias para formar uma coalizão de governo.   A maior parte dos membros do Kadima pediu a Livni que seja oposição e não renuncie seus princípios de continuar o processo de paz com os palestinos em troca de uma pasta no ministério. "Continuarei tentando formar um governo de união nacional para enfrentar as ameaças que Israel enfrenta. Este é o desejo do povo", disse Netanyahu ao término da reunião de domingo à noite.   Oferta   Segundo o jornal Haaretz, Netanyahu teria oferecido cargos no novo governo para tentar convencer Livni a integrar a coalizão. Netanyahu propôs um acordo de "plena cooperação" e a redação conjunta das diretrizes de ação do novo governo, segundo fontes que participam das negociações citadas pelo diário.   Netanyahu disse ainda que suspenderá as conversas com partidos da direita até que Livni dê uma resposta definitiva, de acordo com o Haaretz. Ao término da reunião, os dois concordaram em realizar mais reuniões para debater um futuro governo.   O líder do Likud prometeu no domingo "cooperar com o governo Obama e tentar avançar nos objetivos comuns de paz, segurança e prosperidade para nós e nossos vizinhos". Ele quer atingir este objetivo com a ajuda do partido da chanceler, que apoia a troca de grandes partes da Cisjordânia ocupada por paz, em um governo de união nacional.

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