'Paz no Oriente Médio caminha para direção certa', diz Rice

Secretária de Estado americana diz que plano de paz entre Israel e Palestina é objetivo que pode ser atingido

Associated Press,

31 de março de 2008 | 18h25

A secretária de Estado americana Condoleezza Rice disse nesta segunda-feira, 31, que os diálogos de paz no Oriente Médio "caminham para a direção certa", enquanto o governo americano admitiu que será difícil chegar num acordo entre palestinos e israelenses ainda neste ano. Discursando após dois dias de visita à região, Condoleezza disse que precisa ser feito mais pelo acordo.   Veja também: Apesar de otimista, Rice pede que Israel pare assentamentos Rice diz que israelenses e palestinos têm responsabilidade conjunta Condoleezza Rice chega a Israel   "Eu realmente acredito que isso é um objetivo que somos capazes de atingir", disse a secretária numa reunião na Jordânia, após encontro com o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas.   A criação de um Estado palestino é um dos objetivos do presidente americano, George W. Bush, antes do término de seu governo, em 2009. Abbas também mostrou esperança e disse que aguarda um próximo encontro com o primeiro-ministro israelense Ehud Olmert em 7 de abril.   O comentário de Condoleezza aparece um dia depois dos EUA obterem promessas israelenses de suspender algumas restrições a movimentações palestinas. Apesar das concessões, que devem remover bloqueios de estradas e permitir mais viagens de turismo e trabalho, as negociações não foram tão longe quanto Washington esperava. "É um começo. Não é o fim do que deve ser feito, mas já demos início", comentou a secretária.   Segundo oficiais americanos, que não quiseram se identificar, os Estados Unidos querem que o Ministro da Defesa israelense, Ehud Barak, vá além na redução das restrições aos palestinos, e continuará a pressioná-lo neste propósito.   Assentamentos   Ainda nesta segunda-feira, logo após Condoleezza deixar Jerusalém, as autoridades americanas anunciaram a construção de 1,4 mil casas na região em que os palestinos pedem a criação de um Estado. Ao mesmo tempo, um grupo liberal israelense anunciou a construção de cerca de 946 casas na Cisjordânia e pelo menos 750 casas no leste de Jerusalém. "Os assentamentos e a expansão devem parar", enfatizou a secretária.   A comunidade internacional considera a região sob disputa, mas Israel não reconhece a reivindicação palestina. Segundo o governo israelense, o compromisso de congelar a expansão de assentamentos na Cisjordânia não se aplica ao leste de Jerusalém.   No domingo, 30, a ministra das Relações Exteriores de Israel, Tzipi Livni, disse, após um encontro com Condoleezza, que o governo israelense pretende dar apoio aos colonos que resolverem se retirar dos territórios ocupados.  

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