Pela 1.ª vez em 30 anos, EUA poderão enviar diplomatas ao Irã

Passo representaria uma grande mudança nas políticas de Bush; anúncio pode ser feito em agosto, diz 'Guardian'

Reuters,

16 de julho de 2008 | 20h24

Os Estados Unidos planejam estabelecer presença diplomática em Teerã, capital iraniana, pela primeira em 30 anos, informa nesta quarta-feira, 16, o jornal britânico The Guardian em sua edição online. O passo representaria uma grande mudança nas políticas do presidente americano George W. Bush, que durante sua gestão manteve um discurso rígido com o governo de Teerã. Veja também:Diplomata dos EUA vai se reunir com negociador do Irã O Guardian aponta que o anúncio, que pode ser feito em agosto, é um importante passo para uma embaixada no país. A notícia vem a tona em um momento crítico nas relações entre Irã e Estados Unidos. Na semana passada, o governo iraniano realizou um teste de mísseis que, segundo Teerã, teria capacidade de atingir Israel e bases americanas no Oriente Médio, aumentando a tensão entre os dois países. O jornal britânico ressalta que o retorno dos diplomatas americanos ao Irã irá depender de um acordo com o governo. Mas o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad indicou no começo da semana que não é contra a abertura de uma missão americana, dizendo que o Irã considera favorável qualquer pedido que aponte para a melhora nas relações dos países, destaca o Guardian. Nesta quarta, a Casa Branca anunciou que William Burns, alto oficial do Departamento de Estado, será enviado a Genebra no sábado para ouvir a resposta de Teerã a uma oferta européia para tentar resolver o impasse do programa nuclear iraniano. De acordo com a rede BBC, o governo americano disse que a presença de Burns no encontro tem o objetivo de demonstrar a união dos países ocidentais e "reiterar que os termos da negociação permanecem os mesmos". Ou seja, que o Irã deve primeiro interromper seu programa de enriquecimento de urânio para que novas negociações possam ser realizadas. Teerã e Washington cortaram as relações diplomáticas após a revolução iraniana de 1979. Mas os Estados Unidos tiveram várias conversas com o Irã sobre o Iraque no último ano, levando em conta a influência que o governo iraniano teria na estabilidade do país vizinho. 

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