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Pelo menos 51 morrem em ataques contra xiitas no Iraque

Atentado mais mortífero mata 30 no norte; em Bagdá, sete morreram ao voltar de comemoração religiosa

07 de agosto de 2009 | 09h29

Uma série de atentados contra mesquitas xiitas atingiu o Iraque nesta sexta-feira, 7, matando pelo menos 51 pessoas e danificando um dos tempos. Os ataques ocorrem em meio a temores de que grupos armados estejam tentando retomar a violência sectária que assolou o país árabe entre 2006 e 2007.

 

O atentado mais mortífero foi feito no sul de Mossul, onde um carro-bomba explodiu por volta das 13h locais. Pelo menos 30 pessoas morreram no incidente e outras 45 foram feridas. O número de vítimas deve aumentar, já que equipes de resgate ainda trabalham nos escombros da mesquita. Em um primeiro momento, as autoridades haviam contabilizado apenas 20 mortos.

 

Em Bagdá, bombas em estrada atingiram peregrinos xiitas que retornavam da cidade sagrada de Kerbala, onde milhares comemoram o aniversário do nascimento do ímã xiita Al-Mahdi. O primeiro ataque teve como alvo um micro-ônibus no bairro xiita de Sadr City. Quatro morreram e oito foram feridos. Mais tarde, duas explosões simultâneas mataram três pessoas que voltavam a pé. Treze peregrinos também foram feridos

 

Peregrinação xiita

 

Centenas de milhares de peregrinos comemoram nesta sexta, em Kerbala, no Iraque, o aniversário do nascimento do ímã xiita Al-Mahdi, em meio a grandes medidas de segurança para evitar ataques. É a primeira vez que as tropas iraquianas se encarregam sozinhas da segurança do evento. As tropas americanas se retiraram das cidades do país no dia 30 de junho.

 

A circulação de veículos no interior da cidade foi proibida, enquanto 21 mil soldados e policiais, segundo fontes oficiais, controlam as entradas da cidade, a 120 quilômetros ao sul da capital. Os milhares de peregrinos que vêm de outras províncias e do exterior chegam, em sua maioria, a pé. A cidade abriga vários lugares santos do xiismo como a mesquita de Al-Hussein e a de seu irmão Abbas, netos do profeta Maomé.

 

Os xiitas lembraram o nascimento do 12º e último ímã xiita Al-Mahdi, conhecido também como "o oculto" ou "o esperado", que desapareceu misteriosamente no ano 876, quando tinha somente 8 anos. Os xiitas acreditam que Al-Mahdi voltará para livrar o mundo das injustiças e impor uma nova ordem justa.

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