Pentágono quer reconciliação com Taleban no Afeganistão

Para Washington, medida seria a 'melhor estratégia' para terminar conflito; diálogo com Al-Qaeda é descartado

Reuters,

09 de outubro de 2008 | 16h30

Os Estados Unidos podem se reconciliar com o Taleban se o governo afegão buscar um diálogo para o fim do conflito no país, mas Washington não considera nenhuma negociação com a Al-Qaeda, declarou o secretário da Defesa americano, Robert Gates, nesta quinta-feira, 9. Ele adiantou que a reconciliação poderá acontecer politicamente, mas dentro dos termos do governo afegão. Além disso, o Taleban deveria se comprometer a respeitar a soberania do governo.   Veja também: Controle de terrorismo está mais difícil no Afeganistão França apóia negociações entre governo afegão e Taleban   "Essa é a melhor saída estratégica de tudo isso", declarou Gates após o primeiro dia de encontros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) em Budapeste sobre a guerra no Afeganistão.   O secretário ressaltou que os esforços de reconciliação não incluirão a Al-Qaeda, grupo que clamou a responsabilidade pelos atentados de 11 de setembro e principal alvo da luta antiterrorismo americana. "Temos que ter certeza de que não falaremos com ninguém da Al-Qaeda", explicou Gates, enquanto citava as condições da possível reconciliação.   O comandante militar britânico no Afeganistão, Mark Carleton-Smith, e o alto oficial da ONU no país disseram que a guerra no Afeganistão não pode ser vencida militarmente, e que as conversas com o Taleban serão cruciais para o fim do conflito.   O Taleban governou o Afeganistão de 1996 e 2001, quando foi deposto em meio a uma ofensiva militar internacional liderada pelos Estados Unidos em resposta aos atentados de 11 de setembro. O grupo era acusado de dar abrigo a Osama bin Laden, líder da Al-Qaeda.  

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