Pentágono reforça as forças de operações especiais do Iêmen

País da Península Arábica é uma das bases para militantes da Al-Qaeda

Reuters

20 de abril de 2010 | 11h47

WASHINGTON - O Pentágono pretende impulsionar a assistência militar dos Estados Unidos às forças de operações especiais do Iêmen para conduzir uma ofensiva dirigida a Al-Qaeda na Península Arábica, disseram autoridades nesta terça-feira, 20.

 

O secretário de Defesa Robert Gates autorizou em fevereiro US$ 150 milhões em assistência de segurança para o Iêmen para o ano fiscal de 2010, até US$ 67 milhões a mais do que ano passado, mas o Pentágono ofereceu poucos detalhes sobre o programa.

 

Funcionários informados sobre o assunto disseram que o Pentágono informou o Congresso que daria US$ 34 milhões em "assistência tática" às forças de operações especiais do Iêmen.

 

"As forças de Operações Especiais são excepcionalmente qualificados para missões de contraterrorismo ", disse um funcionário da Defesa dos EUA sobre o financiamento. "Os Estados Unidos querem trabalhar com os parceiros da região para lidar com as ameaças terroristas ".

 

Além disso, US$ 38 milhões irá fornecer Iêmen com aviões de transporte militar, disseram autoridades. O Pentágono está elaborando planos detalhados de gastos para o resto do programa, em que se espera o foco no aumento do transporte aéreo do Iêmen.

 

Militares dos EUA e agências de inteligência têm procurado manter seu crescente papel no Iêmen em relativo silêncio, em parte para evitar uma reação pública contra o governo.

 

Vários serviços de segurança interna do Iêmen e da inteligência foram nomeados como violadores dos direitos humanos por grupos internacionais de direitos e o Departamento de Estado dos EUA.

 

A assistência militar e de inteligência dos Estados Unidos incluiu nos últimos meses imagens de satélite e fiscalização, bem como comunicações interceptadas, para ajudar as forças iemenitas a realizar ar ataques contra alvos da Al-Qaeda, disseram autoridades.

 

Críticos dizem que o crescente envolvimento militar americano arrisca o crescimento de sentimento anti-americano e aumentar poder da Al-Qaeda.

 

Em um artigo para a revista Foreign Affairs lançado na segunda-feira, Gates afirmou que as operações contra os grupos militantes no Iêmen "têm demonstrado como os esforços de formação e assistência bem-integrados podem conseguir o sucesso real."

 

"A construção da governança e capacidade de segurança de outros países deve ser um elemento crítico da estratégia de segurança nacional americana", escreveu Gates.

A Al-Qaeda baseada na Península Arábica (AQAP) reivindicou a responsabilidade por um plano fracassado de explodir um avião de passageiros nos EUA que se preparava para aterrar em Detroit no dia de Natal.

 

AQAP emergiu como um dos mais ativos afiliados da Al-Qaeda, e os funcionários americanos disseram mais cedo este mês que a administração Obama deu um passo extraordinário ao autoriza a CIA a matar ou capturar uma das principais figuras ligadas ao grupo - o clérigo muçulmano nascido no EUA, Anwar al-Awlaki.

 

Funcionários americanos falaram sob condição de anonimato devido à sensibilidade do assunto. Alguns dos equipamentos não poderão ser entregue até o ano fiscal de 2011, que começa em 1º de outubro, disseram.

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