Peregrinos iniciam marcha no Iraque com segurança reforçada

Milhares de peregrinos xiitas partiramneste domingo para a cidade sagrada de Kerbala, no Iraque,demonstrando seu poder político e rezando por segurança contrabombas antes de um dos dias mais sagrados do Islamismo xiita. As ruas no percurso dos peregrinos foram fechadas e apolícia iraquiana, com ajuda de soldados, tomou o local. "Seremos vitoriosos, apesar da América! Quem estiver contraos 12 imãs será derrotado neste mundo e no futuro!", gritou umjovem no meio de um grupo de peregrinos adolescentes em marchana rua Karrada, no centro de Bagdá. Homens e mulheres partiram caminhando sob o forte calor deagosto a partir de bairros xiitas da capital na direção deKerbala, 110 quilômetros ao sul. Milhares estão caminhando a partir de cidades no sul doIraque, onde a maioria da população é xiita. Muitos andarão durante dias para participar da cerimônia naterça e quarta-feiras para marcar o 9o século do nascimento deMuhammad al-Mahdi, o último dos 12 imãs que os xiitasconsideram santos. Os xiitas acreditam que eles nunca morrerame voltarão para salvar a humanidade. Em Bagdá, o primeiro-ministro Nuri al-Maliki disse que omaior partido político árabe sunita do Iraque concordou emaderir a uma nova aliança de partidos moderados xiitas e curdospara tentar acabar com o impasse político. O Partido Iraquiano Islâmico, do vice-presidente Tareqal-Hashemi, rejeitou de início as tentativas dos quatro maiorespartidos do governo de Maliki para aderir, dizendo que aliançasdeste tipo não são a resposta para a crise. "Hoje haverá um comunicado conjunto, não somente dos quatropartidos, mas também do Partido Islâmico. Serão cinco partidos,e não quatro. O comunicado final incluirá um sumário dos pontosde concordância", disse Maliki em entrevista coletiva. Mas uma autoridade do escritório de imprensa do PartidoIraquiano Islâmico negou que o partido tenha aderido e disseque não há planos neste sentido. O governo de coalizão do Iraque está parado devido adisputas entre partidos políticos. Quase metade do gabinete deMaliki renunciou, acusando o primeiro-ministro xiita desectarismo. (Reportagem adicional de Haider Kadhim, Peter Graff e AseelKami em Bagdá)

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