Peres manifesta apoio à reeleição de Abbas para a ANP

Presidente israelense diz que líder palestino é importante e tem posições moderadas para negociações

Denise Chrispim Marin, de O Estado de S. Paulo,

11 Novembro 2009 | 12h57

O presidente de Israel, Shimon Peres, afirmou nesta quarta-feira, 11, ao chanceler brasileiro, Celso Amorim, que considera importante a candidatura do atual presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, à reeleição. Peres disse que é amigo de Abbas, mas que independentemente disso o considera uma liderança importante e de posições moderadas nas questões entre Israel e palestinos

 

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O encontro de Peres e Amorim, nesta manhã, foi feito a pedido do próprio presidente de Israel. Amorim ressaltou que também considera importante a candidatura de Abbas mas reconheceu que "às vezes as pessoas (os governantes) se cansam". O chanceler brasileiro confirmou que a visita de Abbas ao Brasil se dará no próximo dia 20, portanto, três dias antes da chegada do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad.

 

Amorim informou que a questão da insistência de Israel em expandir assentamentos israelenses em território palestino não chegou a ser tratada diretamente na conversa desta manhã. Ele lembrou que tratou estritamente do tema com o chanceler de Israel, Avigdor Lieberman, em maio passado. "Hoje a conversa foi mais geral, mais filosófica", disse Amorim, que ressaltou que o Irã não foi mencionado na conversa de hoje.

 

Diante da imprensa, Amorim destacou a honra de conversar com Peres, que além de prêmio Nobel da Paz e presidente de Israel, é uma personalidade que historicamente se empenhou pela paz no Oriente Médio. Peres, por sua vez, destacou o Brasil como liderança na América Latina e por seus programas de distribuição de renda e de investimentos na educação. Peres ainda será recebido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Itamaraty.

 

Na véspera, Peres afirmou que o governo de Israel está disposto a fazer "concessões difíceis e dolorosas" em favor de um acordo que permita a "convivência em paz com seu vizinho". Em uma demonstração de otimismo na retomada do diálogo, destacou que Israel acredita ser possível, "com ousadia", alcançar a paz em um a dois anos.

 

Ao mencionar tais pontos, Peres reportou-se diretamente a Abbas. Lembrou que ambos passaram por momentos muito difíceis em processos anteriores de negociações de paz, como o assassinato do então primeiro-ministro israelense Yitzhak Rabin, em 1995. Mas reiterou que o Hamas, grupo político que controla a Faixa de Gaza e atua também por meio do terror, transformou essa região em um "campo de guerra".

 

(Com Tânia Monteiro)

 

 

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