Peres pede acordo com palestinos até fim de seu mandato

Presidente israelense insiste para novo Parlamento que 'negociações devem continuar até um acordo'

AP e Reuters,

24 de fevereiro de 2009 | 12h04

O presidente de Israel, Shimon Peres, pediu ao novo Parlamento do país que se apresse nas negociações para um acordo de paz com os palestinos até o fim de seu mandato. Na cerimônia de juramento do 18.º parlamento (Knesset), Peres disse aos deputados que a paz com os palestinos pode ser reconhecida como paz com todos os vizinhos de Israel, defendendo que "as negociações devem continuar até um acordo." Veja também:Partido Trabalhista pode formar oposição ao Likud em IsraelPerfil: Netanyahu tenta reconduzir direita israelense ao poderPerfil: Livni, a 'senhora limpa' da política israelense  Na sexta-feira, o presidente indicou o líder do conservador Likud, de Binyamin "Bibi" Netanyahu, para formar o novo governo do país, em um prazo de seis semanas. A direita de Israel, porém, não é a favor da solução de dois Estados - um palestino, outro israelense - e o governo do americano Barack Obama já deu sinais de que pretende pressionar por negociações de paz que sigam nesse sentido.  Para se tornar primeiro-ministro, Netanyahu precisa formar uma coalizão governista, com de 61 das 120 cadeiras do Parlamento. O Partido Trabalhista, do ministro da Defesa Ehud Barak, no entanto, já rejeitou participar da aliança, e o Kadima, da chanceler Tzipi Livni, também cogita formar uma oposição.  Na segunda, após o anúncio de Barak, Bibi disse que não desistirá de atrair seus adversários para um governo de união nacional. "Vou me esforçar para formar um governo de união", afirmou, que deve reunir-se com Barak e Livni ao menos mais uma vez. Netanyahu encontrou-se com Livni no domingo, mas a chanceler saiu da reunião dizendo que os dois têm opiniões irreconciliáveis sobre o processo de paz. "Não chegamos a nenhum acordo", afirmou ela, que lidera as negociações com os palestinos. Uma das opções consideradas foi um "acordo de rotação", já feito no passado, pelo qual Livni e Bibi se revezariam no cargo de premiê. A proposta, porém, foi rejeitada pelo Likud.  Ainda na segunda-feira, o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, destituiu o negociador do país para o conflito na Faixa de Gaza, Amos Gilad. O negociador foi punido por "criticar de forma imprópria" Israel.

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