Peres reúne-se com Livni e Netanyahu e pede governo de união

Presidente israelense tenta convencer candidatos a se unirem; líder do Likud obtém apoio crucial para coalizão

Agências internacionais,

19 de fevereiro de 2009 | 15h00

O presidente de Israel, Shimon Peres, convocou separadamente nesta quinta-feira, 19, o líder do partido direitista Likud, Benjamin Netanyahu, e sua rival do centrista Kadima, Tzipi Livni, para convencê-los a formarem um governo de união nacional, informou a presidência. "Tenho a intenção de fazer um esforço suplementar para convencer os dois partidos a cooperar em vista da criação de um governo amplo e estável", declarou Peres, segundo nota de seu gabinete divulgada pela agência France Presse.   Veja também:  Perfil: Livni, a 'senhora limpa' da política israelense Perfil: Netanyahu tenta reconduzir direita israelense ao poder   O chefe de Estado destacou a necessidade de formar um gabinete de união diante dos "desafios de Israel". Netanyahu foi convocado à sede da presidência às 10 horas locais, enquanto Livni foi chamada para a reunião uma hora e meia mais tarde. Os dois reclamaram o cargo de primeiro-ministro depois das eleições de 10 de fevereiro, nas quais o Likud obteve 27 cadeiras das 120 do parlamento Israelense, enquanto o Kadima ficou com 28. Em Israel, porém, o vencedor não é aquele que conquista mais votos, mas sim quem consegue formar uma coalizão.   As possibilidades de Netanyahu se tornar premiê pareceram mais próximas nesta quinta, com o apoio do ultradireitista Avigdor Lieberman, líder do partido Yisrael Beiteinu, embora tenha condicionado seu respaldo a "um Executivo amplo", sem especificar quais são, na sua opinião, as legendas que deveriam integrar a nova maioria governamental.   Lieberman, cujo partido ficou em terceiro lugar na eleição, recomendou a Peres que encarregue Netanyahu de formar um novo gabinete, sob a condição de que o líder direitista busque uma grande coalizão de governo. Segundo o jornal israelense Haaretz, após o anúncio de Lieberman, Livni afirmou que não se unirá a um governo que falhe no avanço do processo de paz com os palestinos.   "O Kadima representa uma série de coisas que Israel precisa, e desde o avanço do processo de paz e a luta contra o terrorismo doméstico devem estar dirigidas", afirmou ela. "O Kadima não dará cobertura para um governo de paralisia", disse a atual chanceler do país, sugerindo que não participará de uma coalizão liderada por Netanyahu e que o Kadima passará para a oposição.   Peres completará nesta quinta a rodada de contatos com os líderes dos diferentes partidos políticos do país, como um passo prévio para dar a tarefa de formar um novo governo ao candidato com maior apoio parlamentar. O presidente se reuniu na quarta-feira com membros do Kadima, e nesta quinta iria se encontrar com outros representes de dez partidos que conseguiram cadeiras no Parlamento. A lei israelense estabelece que Peres deve nomear o responsável pela formação do governo, e o indicado terá 42 dias para formar uma coalizão.  

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