Permanência de tropas no Iraque está quase definida, diz Rice

Secretária de Estado dos EUA insiste que cronograma de retirada não deve ser fixo, mas sim 'praticável'

Agências internacionais,

21 de agosto de 2008 | 07h12

Os Estados Unidos e o Iraque estão próximos de um acordo que amplia a presença de tropas americanas no país para além de 2008, mas um cronograma para a retirada tem de ser "praticável", disse a secretário de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, nesta quinta-feira, 21. Rice, que foi ao Iraque para uma visita surpresa, negou informações de que o acordo já tenha sido atingido, mas disse que ele estava próximo e que ela gostaria de saber do premiê iraquiano, Nouri al-Maliki, se ainda existem questões difíceis a serem resolvidas.   O acordo, há muito tempo esperado, permitirá que as forças americanas permaneçam no Iraque para além do final deste ano, quando se encerra o mandato dado pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) após a invasão liderada pelos EUA em 2003. "Sem dúvida é verdade que os negociadores levaram isso muito, muito longe na direção de se chegar a um acordo, mas não há razão para acreditar que já existe um acordo ou que haverá um hoje", disse ela a jornalistas que estavam a bordo de seu avião. "Mas eu terei a chance de, com o primeiro-ministro, realmente saber se há alguma lacuna que temos que resolver em Washington". "Continuamos a trabalhar para garantir que qualquer cronograma que faça parte do acordo reflita realmente o que acreditamos que possa ser feito, o que é realizável", disse Rice. "Obviamente todos estaremos atentos às condições no terreno."   Os 150 soldados americanos que estão no Iraque são amparados por uma resolução do Conselho de Segurança da ONU, que autoriza o envio de soldados estrangeiros ao país depois da invasão americana de 2003 até o fim deste ano. As negociações entre por Washington e Bagdá, iniciadas em março, tentam definir um acordo mais ambicioso que substitua a resolução e permita a presença militar dos EUA de forma indefinida - com bases permanentes - como a instituída na Europa após a Segunda Guerra Mundial..   As negociações deveriam ter sido concluídas em 31 de julho, mas atrasaram porque o Iraque insiste na apresentação de um cronograma de retirada dos soldados americanos. Bagdá quer que as conversas incluam uma data limite. Os americanos, porém querem que a retirada seja definida de acordo com os acontecimentos, sobretudo relacionados à segurança. Outro ponto polêmico na negociação é a imunidade que os EUA exigem para o seu pessoal no Iraque, e o futuro dos prisioneiros nas mãos dos soldados americanos, cerca de 21 mil.   Matéria ampliada às 8h15.  

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