Pesquisas reiteram favoritismo de Netanyahu em Israel

Benjamin Netanyahu pode obter uma vitória expressiva dentro de dois meses, segundo pesquisas divulgadas na quarta-feira, e pretende criar um desvio no caminho projetado pelos EUA para dar um Estado aos palestinos. As propostas econômicas devem pesar a favor do ex-primeiro-ministro direitista, cujo partido Likud é favorito para obter 36 das 120 vagas do Knesset (Parlamento) no pleito de 10 de fevereiro, o que lhe bastaria para formar uma coalizão. A bem-sucedida passagem de Netanyahu pelo cargo de ministro das Finanças, entre 2003 e 2005, quando reformas de livre-mercado estimularam o crescimento, pode agora se traduzir em votos, num momento em que a desaceleração econômica global já afeta Israel, segundo seus assessores. Na opinião de um deles, os israelenses vão se perguntar, na hora de votar, "quem pode gerenciar a economia israelense em tempos de crise". Mas sua equipe admite que os palestinos relutarão, ao menos publicamente, em adotar a proposta de Netanyahu, que é a de fortalecer a economia dos territórios palestinos antes de lhes conceder o status de Estado imediatamente. Ex-favorita na disputa, a chanceler Tzipi Livni, do partido centrista Kadima, atualmente no governo, é a atual negociadora no processo de paz com os palestinos --o qual Washington esperava que rendesse um acordo ainda neste ano, idéia agora descartada. Ainda há amplas diferenças em torno de questões centrais do conflito, como o futuro de Jerusalém e o destino dos refugiados palestinos. Livni também foi afetada por sua incapacidade de formar uma nova coalizão depois da renúncia do premiê Ehud Olmert, acusado de corrupção, que continua governando interinamente. Uma aliança com o partido religioso Shas teria tornado Livni primeira-ministra sem a necessidade de uma campanha eleitoral, quando uma série de disparos de foguetes da Faixa de Gaza contra cidades de Israel deixa a população mais preocupada com questões de segurança, o que tradicionalmente desloca o eleitorado para a direita.

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