Petraeus condena vazamentos de WikiLeaks sobre guerra no Afeganistão

Para comandante das forças estrangeiras no país, publicação de documentos é 'traição à confiança'

Efe,

15 de agosto de 2010 | 23h09

WASHINGTON- O comandante das tropas dos Estados Unidos e da OTAN no Afeganistão, o general David Petraeus, considerou neste domingo, 15, "muito reprovável" o vazamento de documentos secretos sobre a guerra do Afeganistão pelo site WikiLeaks.

 

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"Vimos que há nomes de fontes e em alguns casos há nomes reais dos indivíduos com os quais nos associamos em missões difíceis, em lugares difíceis", disse o militar.

 

"Obviamente, isso é muito reprovável", disse em uma entrevista ao jornalista David Gregory, gravada na capital do Afeganistão, Cabul, para o programa "Meet the Press", da rede NBC.

 

O WikiLeaks publicou em julho 76 mil documentos militares da guerra do Afeganistão e segundo seu fundador, Julian Assange, anunciou nesta semana, a organização planeja divulgar pelo menos a metade dos 15 mil textos que ainda tem em seu poder.

 

Em resposta, o Pentágono abriu uma investigação, na qual o FBI também participa para identificar a pessoa que vazou os documentos para Assange, enquanto procura formas de proteger melhor a informação.

 

Petraeus disse que o vazamento foi "uma traição à confiança". Os documentos revelados até agora incluem acusações que relacionam membros dos serviços secretos do Paquistão com o Taleban e denunciam mortes de civis não divulgadas.

 

O Pentágono pediu a Assange que não continue divulgando estes documentos, que respondeu que não se deixará pressionar pelo Pentágono e continuará publicando o material.

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