PKK diz que libertará os oito soldados turcos capturados

Militares foram capturados durante ataque curdo no último domingo durante ofensiva contra o Exército

Efe e Reuters,

27 de outubro de 2007 | 13h14

O Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) anunciou neste sábado, 27, que os oito soldados turcos capturados por combatentes curdos no último domingo serão libertados em breve, segundo a agência de notícias pró-curda Firat. A Força Aérea turca fez buscas na fronteira com o Iraque por grupos rebeldes, depois que o diálogo diplomático em Ancara para evitar uma operação militar da Turquia no norte iraquiano fracassou.   Veja também: Entenda o conflito entre turcos e curdos  ''Turquia tem direito de defender-se''   Turquia pode ignorar apelos e lançar ofensiva   O primeiro-ministro da Turquia, Tayyip Erdogan, criticou a falta de apoio dos países europeus em sua luta contra os rebeldes, considerados terroristas. "Suas fontes financeiras (do PKK) estão no exterior. O grupo terrorista está organizando o narcotráfico na Europa. Não pode representar nossos cidadãos curdos. Há 50 deputados curdos em meu partido", lembrou o chefe de governo.   Segundo o PKK, a artilharia do Exército turco estava atacando o local no qual estão presos os oito soldados e afirmou que os familiares dos mesmos se sentirão bem quando os prisioneiros estiverem a salvo.   "Penso que o problema não durará muito tempo. Temos que buscar o modo apropriado (de resolvê-lo). Não podem ser libertados em qualquer parte, pois estão em um campo de batalha. Estamos abertos para falar com delegações que queiram vir buscá-los", declarou Murat Karayilan, membro do alto escalão do PKK.   Karayilan afirmou que os oito soldados "não serão maltratados. Estão sendo tratados de acordo com a lei internacional, apesar de nossas pessoas conhecerem muito bem como o Exército turco trata os guerrilheiros capturados".   A libertação dos soldados foi pedida por 75 ONGs em uma declaração conjunta lida neste nas províncias do sudeste da Turquia, povoadas majoritariamente por curdos, assim como pela Organização de Direitos Humanos da Turquia.   Em resposta, Karayalian disse que as condições para uma libertação podem acontecer em breve caso os militares turcos façam um cessar-fogo nas áreas nas quais os soldados são mantidos presos.   A Turquia teme que o modelo do Curdistão iraquiano seja seguido pelos curdos que vivem no país, que até o momento não podem utilizar sua própria língua e não contam nem com um quarto do governo.   O jornal curdo Hawlati assegurou que o PKK incluiu entre suas últimas reivindicações não apenas a melhora das condições dos curdos da Turquia, mas também que Ancara reconheça o governo autônomo curdo do Iraque.   No entanto, o Executivo de Erdogan segue exatamente na direção contrária e vetou a presença de qualquer representante autônomo curdo nas negociações de sexta-feira e sábado entre Iraque e Turquia.

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