PKK impõe condições para depor luta armada contra Turquia

Entre as reivindicações não está a independência em território turco; curdos negam ataque turco no Iraque

Efe,

02 de dezembro de 2007 | 16h17

O Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) ofereceu neste domingo, 2, abandonar a luta armada contra a Turquia se o governo turco aplicar medidas em favor de suas regiões curdas. Entre as reivindicações dos rebeldes curdos não está a independência. Entre os pedidos estão o reconhecimento a língua e identidade curdas, o direito à liberdade de associação, um projeto de reconciliação nacional, a retirada das tropas turcas das regiões curdas e, por último, reforma das Prefeituras e governos provinciais para dotá-los de mais competências. O comunicado "Declaração para uma solução democrática do problema curdo", ao que teve acesso a Agência Efe, está assinado pela "ala militar e política do PKK" e foi divulgado no Curdistão iraquiano, apesar de estar com a data de sexta-feira 30. O PKK lembra que não é a primeira vez que oferece um cessar-fogo unilateral, e que os anteriores fracassaram pela atitude do governo turco, que se negam a reconhecer qualquer legitimidade ao PKK e a negociar com eles. A nota adverte que "se vamos ser eliminados mediante a violência, prosseguiremos nossa luta (armada) e nos defenderemos com maior vontade e determinação". O comunicado é dirigido a todos os turcos, "partidos políticos, associações, intelectuais, pacifistas e democratas, que devem ser considerados responsáveis" da melhora ou a deterioração da situação. "O governo turco deveria admitir que os problemas (com os curdos) são internos e não atravessar as fronteiras", em referência aos últimos ataques da aviação turca a supostas bases do PKK no norte do Iraque. O último ataque deste tipo foi anunciado no sábado pelo Exército turco, embora o PKK tenha negado que o ataque tenha acontecido em território iraquiano e o governo autônomo do Curdistão também tenha desmentido a ofensiva.

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