Polícia de Israel acusa premiê de fraude e amplia investigação

A polícia israelense acusouna sexta-feira o primeiro-ministro Ehud Olmert de fraude edisse que a investigação sobre um suposto recebimento depropina havia sido ampliada para verificar se o dirigentecobrou mais de uma vez pelas mesmas despesas de viagem. A polícia e promotores disseram ter pedido que o dirigentede Israel, em um interrogatório realizado na sexta-feira,"fornecesse sua versão dos fatos para a suspeita da prática defraudes graves e de outros crimes" envolvendo a acusação de opremiê ter recebido dinheiro de diferentes entidades do governoisraelense para realizar as mesmas viagens ao exterior. O interrogatório de sexta-feira é o terceiro a que sesujeita Olmert em meio à investigação sobre as acusações de queaceitou suborno do empresário norte-americano Morris Talansky. O premiê afirmou não ter feito nada de errado em suastransações com Morris, um judeu de Nova York responsável porarrecadar fundos de campanha para Olmert. Mas o dirigenteprometeu renunciar caso seja indiciado formalmente. A investigação, se levar Olmert à renúncia, pode prejudicaras negociações de paz patrocinadas pelos EUA e realizadas entreIsrael e os palestinos. "Segundo as suspeitas, durante seus mandatos de prefeito deJerusalém e de ministro da Indústria e do Comércio, Olmertlevantaria dinheiro em dobro para suas viagens ao exteriorjunto a órgãos públicos, incluindo o governo federal, cada umdos quais era instado a custear a mesma viagem", afirmaram emum comunicado a polícia e promotores. A polícia suspeita que a agência de viagens de Olmertemitiu várias faturas para viagens e depois transferiu odinheiro excedente para uma conta bancária no nome dele. Odinheiro era usado para as viagens particulares de Olmert,afirmou o comunicado. Mark Regev, porta-voz do premiê, repetiu a afirmação de queo dirigente estava "convencido de sua inocência", algo que setornaria evidente com o andamento das investigações, afirmou. Olmert comandou a Prefeitura de Jerusalém durante dez anos,até 2003. Depois, trabalhou como ministro antes de sucederAriel Sharon no cargo de premiê, no começo de 2006.

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