Polícia do Iraque detém 13 suspeitos de assassinatos de civis

Suspeitos teriam vínculos com a rede terrorista Al-Qaeda, segundo as autoridades iraquianas

Efe

07 de abril de 2010 | 15h44

BAGDÁ - Pelo menos 13 pessoas possivelmente vinculadas à Al-Qaeda foram detidas no Iraque por suposto envolvimento no assassinato de 25 civis no último dia 3 em al-Busufi, ao sul de Bagdá, informou nesta quarta-feira, 7, o Ministério da Defesa iraquiano.

 

Em entrevista coletiva, o porta-voz do Ministério, Mohamed al-Askari, explicou que "os serviços de segurança detiveram 13 pessoas pertencentes a uma conhecida família por estarem vinculadas à rede terrorista Al-Qaeda suspeitas de terem cometido o massacre da aldeia al-Busufi".

 

Sem especificar a data das detenções, al-Aksari acrescentou que "dez dos detidos confessaram envolvimento no delito e indicaram que o total de envolvidos chega a 16 pessoas". Além disso, o porta-voz ressaltou que, entre os presos, encontra-se o suposto mentor e executor do massacre, identificado como Shaker Mahmoud al-Dulaimi, que trabalhava como médico em um hospital público.

 

Al-Dulaimi supostamente contou com a cumplicidade de quatro de seus irmãos, Wisam, Abdel Wahhab, Meki e Ali, indicou al-Askari, que durante a entrevista coletiva mostrou fotografias de alguns deles.

 

Por outro lado, o porta-voz revelou que a chefia das Forças Armadas e do Ministério da Defesa formaram uma comissão para investigar o massacre e deram ordens aos chefes de clãs de repelir qualquer força militar que chegue pela noite sem helicópteros e veículos militares americanos do tipo Hummer. "Os terroristas não possuem esse tipo de veículos", ressaltou al-Askari.

 

No último dia 3, homens vestidos com uniformes do Exército iraquiano irromperam em três casas pertencentes a membros de Conselhos da Salvação, na cidade de al-Busufi, ao sul da capital, e mataram 25 civis, entre eles cinco mulheres.

 

A área onde ocorreu o atentado é um dos redutos da Al-Qaeda ao sul de Bagdá. No passado, a área foi palco de combates entre as tropas iraquianas e americanas e islâmicos radicais, até a volta da estabilidade graças à colaboração dos Conselhos da Salvação - milícias tribais sunitas pró-governo.

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