Polícia evita choque de árabes-israelenses e radicais de direita

Sentimento antiárabe cresce com o avanço do ultradireitista Avigdor Lieberman nas pesquisas

Agências internacionais,

10 de fevereiro de 2009 | 10h36

 A polícia israelense teve de intervir nesta terça-feira, 10, e evitou um choque entre árabes israelenses e um parlamentar radical judeu, o que poderia ameaçar as até então pacíficas eleições parlamentares. Um porta-voz da polícia disse que sua equipe retirou Arieh Eldad, do partido nacionalista Ichud Leumi, da cidade árabe de Umm el-Fahem, depois que as "tensões aumentaram" entre ele e os moradores do local, que atiraram pedras contra a polícia.   Veja também: Israelenses vão às urnas em eleição equilibrada Bastidores da cobertura do 'Estado' em Israel  Quem tem medo de Avigdor Lieberman? Veja os principais candidatos a premiê de Israel Conheça os principais partidos israelenses    O sentimento antiárabe em Israel foi acirrado devido ao desempenho de Avigdor Lieberman nas pesquisas. O partido de ultradireita de Lieberman diz que os árabes são uma ameaça interna a Israel e que aqueles que se recusarem a jurar lealdade ao Estado devem ser expulsos. Em um evento de campanha neste mês, Eldad, ex-chefe do setor médico do Exército, segurou uma cobra, dizendo aos eleitores que, depois de conviver com árabes no Knesset (Parlamento), ele não tinha mais medo de serpentes. Mais cedo, a polícia impediu um ativista ultranacionalista, Baruch Marzel, de chegar à cidade árabe, temendo que ele fosse atacado pelos moradores irritados com sua declaração de que os árabes deviam ser expulsos do Estado judeu. Marzel foi escolhido por seu partido para exercer seu direito legal de observar a votação em qualquer colégio eleitoral.   Os israelenses estão indo às urnas nesta terça-feira para votar numa eleição cujas projeções indicam uma disputa acirrada entre o ex-primeiro-ministro conservador Benjamin Netanyahu e a chanceler centrista Tzipi Livni e em meio a expectativas de que a extrema direita ganhe terreno no Parlamento. Mais de 5,2 milhões de pessoas estão aptas a votar em um dos 9 263 postos de votação espalhados pelo país em um pleito amplamente qualificado como crucial para determinar o futuro do processo de paz no Oriente Médio.   Fortes chuvas e ventos elevavam temores de que a 18ª eleição para o Parlamento de Israel tivesse índice de comparecimento abaixo dos 62%, o pior nos pouco mais de 60 anos de história do país. Durante semanas, as pesquisas de opinião indicavam vitória folgada do Likud, de Netanyahu, cuja campanha buscou destacar suas credenciais como um líder de linha dura na questão de segurança.   Nos últimos dias, porém, o governista Kadima, de Livni, recuperou terreno e levou as projeções para situação de empate técnico. Um número recorde de eleitores indecisos (cerca de 20%) adiciona suspense à votação. Nenhum dos partidos parece em condições de garantir mais de um terço das cadeiras do Parlamento e a expectativa é de que as negociações para a formação de uma coalizão sejam complicadas.

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