Polícia interroga Olmert por suspeitas em doações eleitorais

Primeiro-ministro é investigado por doaçõe eleitorais recebidas de um cidadão norte-americano

Agência Estado e Associated Press,

02 de maio de 2008 | 14h12

A polícia israelense interrogou nesta sexta-feira, 2, o primeiro-ministro do país, Ehud Olmert, em sua residência oficial. Olmert foi questionado sobre novas denúncias envolvendo doações eleitorais recebidas de um cidadão norte-americano, informou o escritório do político.   Olmert, ex-prefeito de Jerusalém e primeiro-ministro há dois anos, é suspeito em vários casos de corrupção envolvendo transações de bens e nomeações políticas. Até o momento, porém, não foi acusado formalmente por nenhum delito.   Segundo a polícia, o interrogatório durou uma hora. O escritório de Olmert informou que as perguntas foram relacionadas com doações eleitorais de um norte-americano realizadas entre 1999 e 2002 - antes que ele ocupasse o cargo primeiro-ministro. A nota informou que o dinheiro foi destinado para financiar as eleições para a Prefeitura de Jerusalém e as eleições primárias do antigo partido de Olmert, o Likud.   "O primeiro-ministro respondeu todas as perguntas dos investigadores sobre o tema, e continuará cooperando com todas as autoridades legais enquanto seja necessário", informou o comunicado. O porta-voz policial não forneceu detalhes sobre o caso.   A investigação pode gerar mais críticas a Olmert, que já amarga uma baixa popularidade mesmo entre seus aliados. Shelly Yacimovich, membro da coalizão que governa o país, pediu o afastamento de Olmert do cargo. Para a integrante do Partido Trabalhista, "está fora de dúvida que o primeiro-ministro não pode estar sob várias investigações, ser suspeito de crimes e ainda liderar o país".   Desde 2006, Olmert tem obtido resultados cada vez piores em pesquisas de popularidade. As pesquisas prevêem a derrota do partido do primeiro-ministro, o Kadima, e o crescimento do oposicionista Likud. As eleições gerais no país estão marcadas para 2010. Porém poderiam ser realizadas antes, caso a coalizão atualmente no poder se divida e perca a maioria.

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