Polícia iraniana prende jornalistas em jornal da oposição

Cerca de 20 pessoas estavam no local invadido que, segundo fontes, era usado como centro de reunião

Efe,

24 de junho de 2009 | 08h01

A polícia iraniana prendeu cerca de 20 pessoas na sede do jornal Kalameh, favorável ao candidato derrotado Mir Hussein Moussavi, informaram nesta quarta-feira, 24, fontes do opositor. A redação do jornal, localizada em um edifício no centro de Teerã, já não estava em funcionamento, mas ainda era utilizada como centro de reunião.

 

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"No momento em que a polícia invadiu o jornal havia aproximadamente 20 pessoas. Cinco eram do setor administrativo e o restante jornalistas", afirmou a fonte, que preferiu não se identificar. A polícia iraniana anunciou que tinha desmantelado o quartel-general dos "sabotadores", "utilizado como base de campanha por um dos candidatos presidenciais" derrotados no dia 12 de junho.

 

"Após revistar o edifício, que era utilizado pela campanha de um dos candidatos, foi descoberto que aconteciam reuniões ilegais que promoviam os distúrbios e trabalhavam contra a segurança do país", disse a polícia em comunicado divulgado pela agência oficial de notícias Irna.

 

O comunicado não esclarecia de qual candidato se tratava, mas a emissora pública em inglês PressTV assegurou que o prédio acolhia vários escritórios de Mousavi. O canal afirmou ainda que no local foram encontrados indícios que provam o envolvimento de "elementos estrangeiros no planejamento dos distúrbios".

 

Desde que os resultados provisórios das eleições foram divulgados, com uma surpreendente vitória em primeiro turno do atual presidente, o ultraconservador Mahmoud Ahmadinejad, o Irã se transformou em palco de protestos e enfrentamentos que até o momento custaram a vida de pelo menos 20 pessoas, segundo números oficiais.

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