Polícia Palestina reassume funções na zona B da Cisjordânia

Acordos de Oslo de 1993 dividiu a Cisjordânia em três áreas e a segurança ficou a cargo de Israel e da ANP

Efe,

13 de agosto de 2007 | 02h46

Os organismos policiais da Autoridade Nacional Palestina (ANP) reassumiram suas funções de impor a lei e a vigilância civil na zona B da Cisjordânia, que inclui dezenas de localidades, informa nesta segunda-feira, 13, o jornal Ha'aretz. Os efetivos policiais nessa zona e na A, que deve estar sob controle exclusivo da ANP, praticamente deixaram de prestar seus serviços com a "Segunda Intifada", o levante palestino contra a ocupação, em 2002, quando Israel lançou sua "Operação Escudo de Defesa" após uma série de ataques suicidas. Como conseqüência disso, a Polícia palestina podia realizar suas tarefas entre a população civil apenas quando não houvesse forças do Exército israelense em cidades e povos sob seu controle; nestes casos, os agentes deviam se abster de usar suas armas. Segundo os acordos de paz de Oslo, assinados em 1993 por Israel e a Organização para a Libertação da Palestina (OLP), a Cisjordânia ficou dividida em três áreas: A, B e C, e a segurança ficou a cargo de Israel e da ANP. De acordo com o jornal de Tel Aviv, como parte dos esforços para encaminhar o processo de paz entre Israel e a ANP, o Exército de ocupação, que se encarrega da "segurança geral" na zona B, concordou em permitir à Polícia palestina que retomasse suas operações ao lado do Exército israelense. Na zona C, segundo o pactuado em Oslo, a segurança em geral está a cargo do Estado judeu, e junto com as outras áreas, terá que ser transferida à ANP em caso de pactuar a retirada militar com vistas a um futuro tratado de paz. Em alguns casos, recentemente, foram registradas denúncias do Hamas na Cisjordânia contra a Polícia palestina, cujos agentes são acusados de capturar seus ativistas devido à rivalidade com os nacionalistas do Fatah. As autoridades israelenses também autorizam agora os líderes palestinos a transferir efetivos armados de um local a outro para cumprir sua missão, entre estas a de evitar manifestações de violência entre clãs familiares. Além disso, o escritório do primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, anunciou no domingo que o Exército israelense também deve liberar algumas de suas barreiras de controle em estradas da Cisjordânia, que afetam seriamente o direito de movimento dos palestinos.

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