Polícia restringe acesso à Esplanada das Mesquitas em Jerusalém

Medida é tomada dias após enfrentamentos entre policiais e palestinos na cidade sagrada

estadão.com.br

19 de março de 2010 | 12h24

 

 

JERUSALÉM - A polícia israelense restringiu nesta sexta-feira, dia de preces para os muçulmanos, o acesso dos palestinos à mesquita de Al-Aqsa. Cerca de 3 mil policiais patrulham o centro velho de Jerusalém, segundo o diário Jerusalém Post. Homens menores de 50 anos foram proibidos de entrar no local, situado no centro velho de Jerusalém.

 

A presença policial foi intensificada desde a última sexta-feira, quando o governo israelense fechou o acesso à mesquita. Após protestos violentos na terça-feira, o local foi reaberto.

 

Segundo o porta-voz Micky Rosenfeld, os incidentes da última semana foram provocados por homens jovens, mas não há sinais de riscos maiores. A polícia também adiou um protesto de ativistas da ultradireita israelense previsto para hoje.

 

"A polícia está pronta para responder qualquer distúrbio", disse. Na terça, jovens palestinos arremessaram pedras contra a polícia e foram repreendidos com balas de borracha e bombas de efeito moral.

 

O Monte do Templo (para os judeus) ou Esplanada das Mesquitas (para os muçulmanos) é sagrado para duas religiões. A mesquita de Al-Aqsa é o terceiro local mais importante para o Islã e foi construída no local onde o profeta Maomé teria ascendido aos céus. Segundo a tradição judaica, o local também abrigou os dois templos destruídos pelos babilônios e romanos na Antiguidade, e, acredita-se, sediará o terceiro e definitivo tempo do judaísmo.

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