Polícia turca prende três jovens envolvidos em explosões

Ataques com bomba matam 17 e ferem 150 em Istambul; segundo jornal, detidos negam envolvimento

Associated Press e Efe,

28 de julho de 2008 | 05h55

A polícia prendeu três adolescentes supostamente envolvidos com as duas explosões em locais diferentes de um distrito comercial de Istambul, informa um jornal nesta segunda-feira, 28. As explosões mataram 17 pessoas e feriram mais de 150, no mais mortal ataque dos últimos cinco anos. Os atentados aumentaram no país a tensão horas antes da maior corte turca começar a decidir se vai ou não proibir o partido governista.  Veja também:Polícia acusa PKK por explosões que mataram 17 em IstambulExplosões simultâneas deixam ao menos 17 mortos em Istambul O jornal Milliyet informa em sua página da internet que três adolescentes, entre 16 e 17 anos, foram encontrados no domingo em um porão de um apartamento próximo ao local das explosões. Moradores teriam confirmado o envolvimento dos jovens. Segundo o jornal, os três alegaram que estavam escondidos porque se assustaram com as explosões. Nenhum grupo assumiu ainda a responsabilidade pelo ataque Segundo testemunhas, as explosões aconteceram próximo a uma cabine telefônica, com intervalo de aproximadamente 10 minutos, em uma rua de Güngoren, bairro comercial de classe média baixa na parte européia da metrópole turca. A maior parte dos feridos foram vítimas da segunda explosão, quando várias pessoas tentavam ajudar os atingidos da primeira. O prefeito Muammer Guler disse que as bombas estavam em lixeiras e que não foi um atentado suicida. "As explosões ocorreram em um bairro muito movimentado e isto aumentou as baixas", disse ele. De acordo com Guler, dos feridos, ao menos 15 estão em estado crítico. Um repórter da Associated Press que chegou ao local logo após as explosões informou que as vitrines das lojas, janelas de alguns prédios, manequins e roupas estavam espalhados pela rua, enquanto agentes do esquadrão anti-bombas inspecionavam o local. Muitos feridos aguardaram o socorro deitados no chão, cobertos por sangue, enquanto outros eram levados para hospitais nas proximidades. "Recebemos cerca de 30 pessoas fortemente feridas", disse Abdullah Toker, gerente do Hospital Gungoren Kolon. Vários grupos, incluindo os separatistas curdos, de extrema-esquerda, e de grupos islâmicos, fizeram atentados à bomba em Istambul no passado. O primeiro-ministro Tayyip Erdogan cancelou a reunião semanal de seu gabinete para viajar à maior cidade da Turquia e visitar o local onde as bombas explodiram, em Gungoren, disse uma autoridade à Reuters. "Os ataques aconteceram em uma rua cheia, numa hora movimentada, e não discriminaram homens e mulheres, jovens, velhos nem crianças, o que mostra a face sanguinária, cruel e desesperadora do terrorismo", disse o chefe das Forças Armadas, general Yasar Buyukanit, em um comunicado. "Acredito que os responsáveis por este ataque desumano serão presos e julgados", disse. Resposta do PKK O Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) negou estar por trás do atentado em Istambul, apesar de as autoridades turcas terem indicado a responsabilidade desse grupo pelos ataques.  Zübeyir Aydar, um dos dirigentes do PKK na Europa e citado pela agência de notícias pró-curda Firat, desvinculou sua organização do atentado e o condenou.  Matéria atualizada às 8h25.

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