Polícia vasculha Ministério em busca de provas contra Olmert

Premiê israelense é investigado por denúncias de corrupção por favorecimento de negócios de americano

Agência Estado e Associated Press,

13 de maio de 2008 | 12h14

A polícia israelense vasculhou nesta terça-feira, 13, escritórios do Ministério da Indústria e Comércio. Os policiais buscavam documentos para uma investigação de corrupção que ameaça o primeiro-ministro do país, Ehud Olmert. O porta-voz da polícia israelense, Micky Rosenfeld, disse que os investigadores da Unidade de Fraude Nacional realizaram uma busca "em conexão com a investigação de Olmert". O atual primeiro-ministro chefiou o ministério entre 2003 e 2006.   Veja também:   Negociação de paz não depende de Olmert, diz Bush   Hamas rejeita libertar soldado israelense em troca de trégua   Também nesta terça-feira, o jornal Yediot Ahronot publicou reportagem segundo a qual Olmert ajudou pessoas ligadas ao empresário norte-americano Morris Talansky. Olmert também promoveria os interesses de Talansky em projetos do governo.   O norte-americano é um dos personagens principais dessa investigação - a quinta sobre Olmert desde que ele se tornou primeiro-ministro, dois anos atrás. Talansky doou centenas de milhares de dólares para campanhas de Olmert, na época em que este era prefeito de Jerusalém.   Talansky admitiu as doações, mas diz que elas foram feitas sem nenhuma contrapartida e negou qualquer ato ilícito. Olmert também negou irregularidades, e ameaçou renunciar se for indiciado.   Nesta terça-feira, o advogado do norte-americano, Jacques Chen, negou os fatos trazidos pelo Yediot Ahronot. "Ele nunca pediu por nada e não sabe de nada sobre isso", disse. A polícia não comentou a reportagem.   O processo lançou uma sombra parcial sobre as comemorações pelo 60º aniversário de Israel. Também embaraçou o primeiro-ministro, às vésperas de uma visita do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, ao país. Bush deve chegar ao país na quarta-feira, em uma viagem de três dias para marcar o aniversário da criação de Israel. Na Casa Branca, o presidente dos EUA disse ter relações "excelentes" com Olmert, e que o considera um "sujeito honesto".   Mas Bush também disse que as negociações com os palestinos não dependem apenas de Olmert. Mesmo se não renunciar, o primeiro-ministro israelense pode ter pouco apoio político para chegar a um acordo de paz. As negociações estão emperradas. Os palestinos reclamam por causa da contínua expansão dos assentamentos israelenses na região em que eles esperam ter um Estado. Também reclamam do bloqueio israelense, que enfraquece ainda mais a economia palestina.   Para Israel, os palestinos não fizeram o suficiente para controlar os militantes. Além disso, para eles nenhum acordo pode ocorrer se o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmud Abbas, não retomar o controle da Faixa de Gaza. A região é atualmente comandada pelo grupo islâmico Hamas, que expulsou de forma violenta o moderado Fatah, de Abbas, em junho passado. Atualmente, Abbas controla apenas a Cisjordânia.

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