Policiais tentam retirar colonos de mercado em Hebron

Eles argumentam que lojas foram propriedade da antiga comunidade judaica da cidade expulsa em 1948

Efe,

07 de agosto de 2007 | 03h24

Cerca de 3 mil policiais e soldados israelenses participam nesta terça-feira, 7, de uma operação na cidade cisjordaniana de Hebron para remover duas famílias de colonos, que se instalaram de forma ilegal em lojas de um mercado palestino. Quinze pessoas foram feridas. Fontes policiais disseram que 11 agentes ficaram feridos e que os outros quatro são colonos ou ativistas de extrema-direita. Todos eles sofreram ferimentos leves.  Avshalom Peled, subcomissário da Polícia em Hebron, disse que seus homens estão executando a operação com "contenção" e que por enquanto "não há grandes expressões de violência". Centenas de agentes da Polícia de Fronteiras, apoiados por milhares de militares, procuram isolar a área. A rádio pública israelense informou que dezenas de ativistas de extrema-direita, em sua maioria adolescentes, se entrincheiraram com os colonos nos telhados das lojas. De lá, lançaram pedras e diversos objetos contra os policiais. Eles também colocaram arame farpado e queimaram pneus no mercado para impedir a entrada da Polícia. "É um ato de protesto contra uma injustiça por parte de um governo que não respeitou um acordo", disse à emissora Noam Arnon, um dos dirigentes do Comitê Judeu da cidade. No mercado palestino abandonado, os colonos de Hebron, o núcleo mais radical da direita nacionalista, tomou há alguns meses dois imóveis. Eles argumentam que as lojas foram propriedade da antiga comunidade judaica da cidade, expulsa pelos palestinos antes de 1948. Em Hebron, também conhecida como "cidade dos Patriarcas", vivem cerca de 700 colonos judeus. A população palestina é de cerca de 130 mil habitantes. O Exército israelense se retirou de 80% da cidade por um acordo negociado nos anos 90 entre o ex-primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e o então presidente palestino Yasser Arafat. Desde então, milhares de soldados protegem os colonos judeus nos 20% restantes. O mercado ocupado ficou dentro da área controlada pelo Exército israelense, o que impediu a atividade comercial dos palestinos, que abandonaram o local pouco depois. Os colonos aproveitaram o vazio para reivindicar a posse dos imóveis. Há oito meses, tomaram dois eles sem o consentimento do governo israelense.

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