Por 'sérias preocupações', EUA renovam sanções contra Síria

Washington pede que Damasco dê passos concretos para mudar postura do governo americano com o país

Reuters,

08 de maio de 2009 | 14h15

Apesar da tentativa desta semana de melhorar os laços com Damasco, o governo de Barack Obama renovou as sanções contra a Síria, alegando "sérias preocupações" com o comportamento do país. A Casa Branca, que enviou dois funcionários para o país esta semana, deixou claro que deseja melhores relações com o governo sírio, mas demonstrou que não está pronta para mudanças drásticas imediatamente.

 

As relações entre Washington e Damasco estão tensas desde a invasão americana no Iraque, em 2003, e o assassinato do primeiro-ministro libanês Rafic Hariri em 2005, cuja morte suspeita-se do envolvimento sírio. "O presidente estimou que é necessário tomar estas medidas. Não se trata de novas sanções", afirmou o porta-voz do Departamento de Estado Robert Wood. "Nós precisamos de passos concretos do governo sírio para agirmos em outra direção", afirmou.

 

Obama assinou a ordem executiva na quinta-feira para renovar as sanções, logo após os dois enviados do governo americano se encontrarem com o ministro de Relações Exteriores sírio, Walid al-Moualem, em Damasco. Esta foi a segunda visita do alto funcionário do Departamento de Estado Jeffrey Feltman e Daniel Shapiro, responsável por questões do Oriente Médio no Conselho de Segurança Nacional, desde a posse de Obama.

 

Os dois enviados afirmaram que aos sírios que os EUA estão comprometidos em incentivar um acordo de paz entre a Síria e Israel, o principal objetivo de política externa de Damasco. Porém, no encontro também foi discutido o papel da Síria no Iraque e no Líbano e sua relação com grupos militantes do Oriente Médio - tema que contribui para deteriorar os laços com Washington nos últimos anos, segundo fontes familiares ao encontro.

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