Porta-voz da Al Qaeda critica ações dos EUA no Paquistão

Gadahn afirmou que as autoridades do país estão sendo passivas em relação aos ataques amaericanos

EFE,

04 de outubro de 2008 | 20h37

O porta-voz americano da Al Qaeda, Adam Gadahn, mais conhecido como "Azzam, o Americano", criticou os Estados Unidos por desenvolverem operações militares no Paquistão, em um vídeo foi divulgado neste sábado, 4, pela rede de televisão catariana "Al Jazira". Durante a gravação, da qual a "Al Jazira" só mostrou um trecho, Gadahn criticou ainda a passividade das autoridades paquistanesas por permitir que os EUA efetuem ataques em seu território. "O islã proíbe os ímpios de realizar operações em terras do islã, onde fazem operações que causam a morte de cidadãos inocentes", disse o porta-voz da Al Qaeda em inglês. Além disso, Gadahn comparou os ataques dos EUA a "massacres similares como o da localidade vietnamita de My Lai", de 1968, no qual em torno de 500 civis morreram. O representante da Al Qaeda afirmou também que os Estados Unidos desenvolveram essas operações sem terem um acordo assinado com o Paquistão. Os EUA intensificaram seus ataques em território paquistanês desde que o novo Governo do Paquistão assumiu, em março. A especialista americana em terrorismo Laura Mansfield (www.lauramansfield.com) destacou em seu site que, ao longo da gravação, que dura 32 minutos e sete segundos, Gadahn faz referência específica ao ex-presidente paquistanês Pervez Musharraf e a seu sucessor, Asif Ali Zardari. O porta-voz da organização terrorista pediu aos paquistaneses para deixarem de lado suas "diferenças tribais, étnicas e territoriais" para acelerar, "se Deus quiser, a derrota do inimigo sionista-cruzado para o estabelecimento de um Estado islâmico". Gadahn é um muçulmano de 29 anos, procedente da Califórnia, que se converteu ao Islamismo na adolescência. Procurado pelo FBI (Polícia federal americana) desde 2004, foi, dois anos depois, acusado de traição por um tribunal de Orange County (Califórnia), e autoridades dos EUA oferecem US$ 1 milhão a quem der informação que possa contribuir para sua detenção.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.